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UFPel busca voluntários com 50 anos ou mais para pesquisa sobre identificação precoce do Alzheimer

há 1 hora
2 min de leitura

Foto: Pedro de Campos

Estudo investiga biomarcadores da doença em exames de sangue e pretende reunir 300 participantes na região sul do Rio Grande do Sul. Interessados podem se inscrever por formulário on-line.


A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) está em busca de voluntários para participar de uma pesquisa que investiga a possibilidade de identificar alterações biológicas associadas à doença de Alzheimer por meio de exames de sangue. A iniciativa integra a Iniciativa Brasileira de Biomarcadores para Doenças Neurodegenerativas (IB-BioNeuro), coordenada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


Para conhecer os objetivos do estudo e entender como a população pode participar, o jornalista Pedro de Campos entrevistou o professor Roberto Farina de Almeida, responsável pela coordenação da pesquisa na UFPel, no campus Capão do Leão.


A etapa regional tem como meta recrutar 300 voluntários. No total, a iniciativa prevê a participação de 3 mil pessoas, distribuídas em dez regiões do Rio Grande do Sul. A participação da UFPel está concentrada na captação de voluntários e na realização dos procedimentos na região sul do estado.


Quem pode participar?

A pesquisa procura pessoas com 50 anos ou mais, residentes na região sul do Rio Grande do Sul e sem comprometimento cognitivo. Entre os critérios estabelecidos pelo projeto também está a alfabetização, além da necessidade de passar pelas avaliações previstas no estudo e concordar com os termos de participação.


O primeiro passo para demonstrar interesse é preencher um formulário on-line. Após o envio das informações, a equipe responsável realiza uma triagem e entra em contato com os candidatos que se enquadram nos critérios da pesquisa. Os selecionados passam por uma entrevista com duração aproximada de duas horas e, posteriormente, pela coleta de uma amostra de sangue.


Os interessados podem realizar a inscrição pelo formulário: Clique aqui para preencher o formulário de participação.


Como funciona a pesquisa?

O estudo busca analisar proteínas presentes no sangue, chamadas de biomarcadores, que podem indicar alterações biológicas relacionadas ao desenvolvimento do Alzheimer. A proposta é investigar se esses indicadores conseguem identificar sinais da doença antes do aparecimento dos primeiros sintomas.


As amostras coletadas são encaminhadas para análises com equipamentos de alta sensibilidade, capazes de identificar quantidades muito pequenas dessas proteínas. O exemplo dado pelo professor para explicar de forma mais didatica, seria de que esses esquipamentos seriam capazes de encontrar 2mg de açucar em uma piscina olimpica. A pesquisa também busca validar a metodologia considerando as características da população brasileira, que apresenta grande diversidade genética, social e clínica.


Atualmente, a tecnologia utilizada já foi estudada em populações de outros países, mas os pesquisadores buscam compreender como os biomarcadores se comportam entre brasileiros. A validação poderá contribuir para o desenvolvimento de métodos de investigação mais acessíveis e, futuramente, ampliar as possibilidades de diagnóstico precoce pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


A pesquisa não representa a disponibilização de um exame definitivo para diagnóstico do Alzheimer. O objetivo é reunir evidências científicas que permitam avaliar a eficácia dos biomarcadores e sua possível aplicação na prática clínica.


As coletas na região começaram em 2026 e têm previsão de continuidade até o final de 2027. A participação dos voluntários é fundamental para alcançar a meta estabelecida e permitir que os pesquisadores avancem na validação da metodologia para a população brasileira.

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