Nego Di é denunciado por descumprir medidas protetivas contra ex-companheira
- 19 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Segundo o Ministério Público, as infrações começaram em abril de 2024. Denúncia foi apresentada nesta quinta-feira
Por G1/RS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou, nesta quinta-feira (18), denúncia contra o influenciador e comediante Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di. Ele é suspeito de violar medidas protetivas concedidas à ex-companheira, em um caso de violência doméstica e familiar contra a mulher, enquadrado na Lei Maria da Penha.
A defesa do humorista informou que não tem conhecimento sobre a denúncia. Já advogada que representa a ex-companheira de Nego Di "informa que o caso mencionado tramita sob segredo de justiça, razão pela qual não serão prestados esclarecimentos ou comentários sobre o mérito dos fatos".
Segundo a denúncia, as infrações começaram em 25 de abril de 2024, após decisão judicial que determinava que o influenciador não poderia manter qualquer contato com a vítima, nem mencioná-la em redes sociais ou expô-la a terceiros por meio de mensagens, imagens ou vídeos.
Mesmo ciente das restrições, Nego Di teria descumprido as ordens três vezes, publicando conteúdos em seus perfis que faziam referência direta à mulher. As postagens, conforme o MP, revelavam a existência das medidas judiciais e atribuíam à vítima condutas ofensivas. As publicações permaneceram disponíveis por dias.
O Ministério Público sustenta que as ações configuram crime previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, com agravante por se tratar de violência doméstica baseada no gênero. A Promotoria pediu que a denúncia seja aceita, que a vítima e testemunhas sejam ouvidas e que, em caso de condenação, seja fixado valor mínimo para reparação dos danos.
O que diz a advogada da ex-companheira
"A defesa informa que o caso mencionado tramita sob segredo de justiça, razão pela qual não serão prestados esclarecimentos ou comentários sobre o mérito dos fatos.
Reitera-se a confiança na atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário, que conduzem a apuração de forma técnica e responsável, assegurados o devido processo legal e os direitos fundamentais de todas as partes.
A manifestação tem caráter estritamente informativo, em respeito às decisões judiciais e à proteção da vítima.
Alvorada/RS, 18 de dezembro de 2025.
Lidiane Rossato Issi
OAB/RS 108.723"



Comentários