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Impasse em sessão do STF sobre Moraes pode adiar análise sobre a condução de Mendonça do caso Master

há 14 horas
2 min de leitura

Após pedido de vista, Flávio Dino tem até 90 dias para devolver o caso a julgamento. Aliados de Mendonça entendem agora que a análise sobre a conduta do relator dos dois inquéritos também deve ser adiada


Por G1

Foto: Wilton Junior/Estadão
Foto: Wilton Junior/Estadão

Ministros alinhados a André Mendonça defendem que seja adiada a discussão pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível abertura de uma investigação para apurar a condução dos inquéritos do Master e INSS pelo relator. 


O presidente do STF, Edson Fachin, havia determinado que o caso fosse incluído na sessão do dia 23 de setembro.


A decisão foi uma resposta à pressão do grupo de Alexandre de Moraes, depois que foi marcada para esta terça-feira (15) a análise do relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. 


Na sessão desta terça, os ministros próximos a Moraes passaram a defender que os dois casos fossem julgados em conjunto. O que foi rejeitado por Fachin.


A questão, no entanto, acabou dominando a sessão e provocando até bate-boca entre os ministros, além de um pedido de vista de Flavio Dino, interrompendo a discussão.


Como Dino tem até 90 dias para devolver o caso a julgamento, aliados de Mendonça entendem agora que a análise sobre a conduta do relator dos dois inquéritos também deve ser adiada.


Um dos ministros lembra que Fachin determinou que os processos ligados às duas investigações fiquem na Presidência.


É preciso, portanto, uma definição do presidente da Corte sobre como fica a análise desses casos. O que exigiria uma deliberação de Fachin. Esse ministro aponta ainda que o clima de erosão na Corte pode se agravar se a sessão for mantida.


As implicações contra Mendonça surgiram após o Moraes enviar à Presidência um relatório de inteligência da PF, sem valor probatório, que apontava irregularidades na relatoria dos casos, alegando, por exemplo, abuso de autoridade. 


A medida foi uma resposta ao relatório da PF contra Moraes, produzido a pedido de Mendonça e que identificou 52 mensagens de Vorcaro. O ministro diz que as comunicações são fantasiosas.



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