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Universalização do saneamento básico no RS estabelece atendimento de 99% da população

  • há 8 horas
  • 3 min de leitura

Após obras da Corsan em 2026, 955 mil gaúchos passarão a contar com acesso ampliado aos serviços de saneamento


Por JTR

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Longe de atingir as metas de universalização do saneamento básico previstas para 2033, segundo dados do Censo 2022 e do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), apenas 88,1% da população do Rio Grande do Sul tem acesso à água potável, enquanto somente 26,6% do esgoto do estado é tratado. O Novo Marco Legal do Saneamento estabeleceu que todas as localidades do país devem atender 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto.


Um estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil aponta que a universalização do saneamento no RS resultaria em ganhos socioeconômicos de R$ 34,3 bilhões. “Levar o acesso pleno aos serviços básicos para a população vai além de implicações na área da saúde, já que o estado como um todo será beneficiado em âmbitos sociais, econômicos e ambientais”, indica o Instituto.


O Caderno ODS 6 – Água potável e saneamento, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) do Estado, divulgado em fevereiro, apresenta que as desigualdades socioeconômicas aparecem de forma consistente nos dados. No Rio Grande do Sul, trabalhadores com acesso ao saneamento básico apresentaram rendimento médio de R$ 3,4 mil, enquanto aqueles sem o serviço receberam, em média, R$ 2,6 mil – diferença de 31%. A escolaridade também acompanha o acesso.


955 mil gaúchos passarão a contar com acesso ampliado aos serviços de saneamento

Em 2026, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) pretende executar obras para implantar 1,7 mil quilômetros de redes de esgoto e 155.836 novas ligações de esgotamento sanitário. Com esse avanço, cerca de 955 mil gaúchos passarão a contar com acesso ampliado aos serviços de saneamento. A expansão também evitará que o equivalente ao volume correspondente a 7,2 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento seja lançado na natureza a cada ano.


Para o diretor da Corsan, André Borges, chegar aos 90% de esgoto é o maior desafio. “É necessário um número grande de profissionais trabalhando ao mesmo tempo para conseguirmos alcançar a meta. Para isso, estamos formando novos profissionais do saneamento, através de cursos de formação. Também estamos trabalhando em parceria com as empresas, fornecendo, se necessário, equipamentos, e até adiantamento em medições”, afirma.


No último ano, dos quase R$ 2 bilhões investidos, quase metade foi destinada à expansão dos sistemas de saneamento. Na região Sul, as intervenções ocorreram em diferentes municípios e ampliaram ou modernizaram sistemas de água e esgoto. O avanço contemplou municípios como Rio Grande, São Lourenço do Sul, Arroio Grande e Capão do Leão, entre outros, ampliando o acesso aos serviços e os benefícios em saúde e meio ambiente. Pedras Altas é uma das cidades que já atingiram mais de 90% de coleta e tratamento de esgoto, índice que o país pretende alcançar em 2033.

A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto também contribui para reduzir o lançamento irregular de resíduos na natureza e a incidência de doenças relacionadas à água. Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou 11.713 internações por doenças de veiculação hídrica, indicador que reforça a relação entre saneamento e saúde, segundo a Corsan.


Borges reforça que os impactos na vida da população são inevitáveis. “Trabalhamos ativamente com as equipes de responsabilidade social. Antes de iniciar qualquer obra, as equipes visitam as casas de todos os moradores envolvidos, explicando sobre a obra, seus benefícios, os possíveis transtornos provisórios e os ganhos permanentes de ter uma rede de esgoto. Durante as obras fazemos ainda as reuniões com líderes dos bairros envolvidos, sempre que for necessário. Valorização dos imóveis, ganhos diretos na saúde, melhoria de meio ambiente, melhores condições para o turismo, empregos diretos, maior arrecadação aos municípios envolvidos, são algumas das vantagens das obras de esgoto”, explica.

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