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Trump pode afetar agro brasileiro com "tarifaço"; café e soja devem ser menos impactados

  • luizfernandokopper
  • 8 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

Donald Trump, eleito novamente presidente dos EUA, promete aumentar as tarifas de importação, principalmente sobre produtos chineses, como parte de seu plano econômico. Entre as promessas do republicano está a imposição de tarifas de até 60% para produtos vindos da China, além de taxas de 10% a 20% para outros países. Este movimento pode afetar diretamente o agronegócio brasileiro, um dos principais fornecedores de alimentos para os EUA, incluindo café, carne bovina e soja.


Apesar do "tarifaço", analistas afirmam que produtos agrícolas essenciais, como café e carne, têm menos chance de ser taxados, dado seu papel crucial na economia dos EUA. O café, por exemplo, é o maior item agrícola exportado pelo Brasil para os norte-americanos. Segundo Marcos Matos, do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), seria ilógico aumentar a tributação sobre um produto que os EUA não produzem e que representa uma importante fonte de consumo e empregos no país. "Os Estados Unidos gastam anualmente US$ 110 milhões em café", lembra Matos, destacando que o setor cafeeiro nos EUA sustenta 2,2 milhões de empregos.


Além disso, uma possível nova guerra comercial entre EUA e China pode beneficiar o Brasil. Durante o primeiro mandato de Trump, a China aumentou suas compras de soja brasileira em resposta às tarifas impostas pelos EUA. Esse cenário pode se repetir, com o Brasil ampliando suas vendas de soja e milho para o gigante asiático, que busca reduzir sua dependência dos EUA. Para Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, o impacto será mais forte sobre produtos de tecnologia e a China, não sobre o setor agrícola brasileiro.


A consultoria StoneX também reforça que, até o momento, não há expectativa de tarifas sobre produtos alimentícios brasileiros, como ocorreu com o aço em 2019, mas a soja e a carne bovina podem se beneficiar de uma eventual redução das importações dos EUA pela China.


Se confirmadas, essas mudanças podem beneficiar o agro brasileiro, com um aumento das exportações de soja, carne bovina e milho, consolidando o Brasil como fornecedor estratégico para mercados como a China.


Com informações: Jornalista Fernando Kopper

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