Rio Grande deve receber terminal de gás natural com investimento de até R$ 1 bilhão

Foto: Laura Cosme / Grupo RBS
Protocolo de intenções foi assinado nesta sexta-feira (25); projeto prevê nova porta de entrada de gás para o Rio Grande do Sul.
Um protocolo de intenções para a instalação de um terminal de gás natural liquefeito (GNL) em Rio Grande foi assinado nesta sexta-feira (25), no Porto do Rio Grande. O projeto é da Edge, empresa pertencente à Compass, do Grupo Cosan, e prevê investimento de até R$ 1 bilhão no município.
A estrutura deverá ser instalada em uma área do Distrito Industrial de Rio Grande e poderá criar uma nova porta de entrada de gás natural no Estado. A proposta é que o combustível chegue ao município por navios, inicialmente a partir de Santos (SP), seja armazenado no terminal e posteriormente distribuído por caminhões, principalmente para atender a indústria.
Ampliação da oferta de gás
Segundo o governo estadual, o Rio Grande do Sul atualmente acessa cerca de 2,8 milhões de metros cúbicos de gás por dia, integralmente por meio de gasodutos. O projeto da Edge começaria com uma oferta de aproximadamente 800 mil metros cúbicos por dia, com possibilidade de expansão conforme o crescimento da demanda.
Durante a cerimônia, o governador Eduardo Leite destacou que a ampliação da oferta de gás pode contribuir para a competitividade de diferentes setores da economia gaúcha e facilitar a atração de novos investimentos industriais.
A disponibilidade de gás, inclusive, já foi apontada como um dos entraves para a instalação de uma unidade da montadora chinesa GWM em Rio Grande.
Projeto ainda depende de decisão
Apesar da assinatura do protocolo, o investimento ainda não está definitivamente confirmado. A Edge deverá aprofundar os estudos técnicos e iniciar as etapas relacionadas ao licenciamento antes de tomar a decisão final sobre a implantação.
A expectativa apresentada pela empresa é de que essa decisão ocorra em aproximadamente seis meses. Caso o projeto seja confirmado, o terminal poderá entrar em operação em até 18 meses após a decisão final.



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