Prefeitura de Pelotas lança projeto piloto de moradia para mulheres vítimas de violência doméstica
- luizfernandokopper
- 10 de mar. de 2025
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A Prefeitura de Pelotas deu início a um projeto piloto que visa oferecer moradia digna e segurança para mulheres vítimas de violência doméstica. A ação, idealizada pela atual Secretária Municipal de Governo, Miriam Marroni, tem o objetivo de reformar e proteger as casas dessas mulheres, criando um ambiente seguro longe dos agressores.
O projeto é uma parceria com a Patrulha Maria da Penha, que selecionou as beneficiadas com base na precariedade das moradias e no risco aumentado de violência.
Com recursos provenientes de uma emenda parlamentar de R$ 300 mil da Deputada Federal Maria do Rosário, o projeto inicialmente atenderá nove mulheres que já possuem medida protetiva em vigor. Atualmente, Pelotas registra 400 mulheres nessa condição. A seleção das beneficiadas levou em consideração não apenas abusos físicos, mas também psicológicos, priorizando aquelas que estão mais vulneráveis e em situação de maior risco.
Miriam Marroni, que idealizou a ação como vereadora, ressalta a importância de criar uma política de proteção e inclusão para essas mulheres. “O foco principal é garantir a moradia, pois muitas são chefes de família e vivem sob constante ameaça de seus ex-companheiros”, explica a secretária. Ela destaca que o medo domina essas mulheres, e algumas chegam a tomar medidas extremas, como bloquear a entrada de luz natural em casa, para evitar que o agressor tenha acesso.
A execução do projeto contará com o apoio da assistente social Josana Ines e do arquiteto Cassius Vieira. A reforma das casas está prevista para começar nos próximos dias, com a empresa já licitada para realizar o trabalho. Além das reformas, o projeto inclui o acompanhamento das mulheres nas áreas de saúde, educação e assistência social, com a intenção de proporcionar um recomeço para elas.
O prefeito Fernando Marroni também se mostrou otimista com a iniciativa e anunciou a intenção de expandir o projeto com mais recursos, tornando-o uma política pública permanente. “A ideia é que isso se torne um programa federal, levando a experiência para outras regiões do país”, afirmou. O impacto positivo da ação é visível e traz um novo horizonte de esperança para essas mulheres, oferecendo-lhes mais do que um lar, mas também a perspectiva de uma vida mais segura e digna.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper





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