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Pelotas em situação de emergência

  • Foto do escritor: Jean Pierre Knepper
    Jean Pierre Knepper
  • 19 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Documento foi assinado nesta quinta-feira (18), tem validade por 180 dias e estima prejuízos em mais de R$ 7,4 milhões


Por Secom

Foto: Divulgação Defesa Civil
Foto: Divulgação Defesa Civil

O prefeito Fernando Marroni (PT) assinou, nesta quinta-feira (18), o Decreto nº 7.130, que estabelece situação de emergência nas áreas afetadas pelo ciclone extratropical que atingiu Pelotas nos dias 9 e 10 deste mês. O documento foi publicado dentro do prazo legal de dez dias, período destinado à reunião de informações técnicas que embasam a medida.


Além de relatórios elaborados por equipes de diversas secretarias, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil, o decreto se baseou em levantamento do Escritório Municipal da Emater, que apontou perdas agropecuárias, e em análises do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPPMet/UFPel), que caracterizou o evento climático extremo. Durante os dois dias, foram registrados acumulados de 120 milímetros de chuva, sendo 80 milímetros em um intervalo de 12 horas, e rajadas de vento que chegaram a 80 quilômetros por hora. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 7,4 milhões.


“Utilizamos o tempo disponível para reunir o maior número possível de informações e, assim, ganhar agilidade na recuperação da estrutura avariada”, afirmou o prefeito. Segundo ele, a formalização da situação de emergência por meio do Decreto nº 7.130 permite maior celeridade no acesso a recursos estaduais e federais. Os valores serão aplicados na recuperação de estruturas destruídas ou comprometidas pela força das águas e dos ventos.


A zona rural de Pelotas foi a região mais afetada. Duas pontes foram arrastadas pelas águas, enquanto outras 12 apresentaram avarias e necessitam de reparos e manutenção. As estradas também sofreram danos em diversos pontos da colônia, prejudicando o escoamento da safra do pêssego. Houve, ainda, perdas nas lavouras de milho, tabaco e soja.


Os danos, no entanto, não se limitaram à infraestrutura viária do interior. Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e escolas também registraram problemas em decorrência do ciclone. O posto de saúde do Gruppelli foi o mais atingido, com perdas de mobiliário, equipamentos, eletrodomésticos, material de escritório e medicamentos — já repostos pela Farmácia Municipal —, além de danos internos na edificação. Conforme levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, os prejuízos na unidade somam R$ 63.319,84.

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