Odontologia da UFPel na Fenadoce oferece orientações sobre trauma dentário
- Rádio Tupanci
- 20 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Professora Letícia Post e aluna Daniela Aldado destacam a importância do atendimento imediato em casos de avulsão dentária e os desafios da paralisação estudantil

O estande da Nossa Zona Sul na Fenadoce recebeu a professora Letícia Post e a aluna Daniela Aldado, ambas da pós-graduação em Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), para uma entrevista reveladora sobre um dos trabalhos de extensão mais longevos da faculdade: o projeto sobre trauma dentário, que já soma 20 anos de existência.
A professora Letícia iniciou a conversa abordando a importância do conhecimento sobre a avulsão dentária, que ocorre quando o dente sai completamente do alvéolo. "Hoje a gente tá com uma temática que é quando o dente ele sai todo ele do velo, chama avulsão e a importância de a pessoa estar no momento ou a própria pessoa, a quem vai ajudar, quem está próximo ou a própria pessoa, e você precisa colocar o dente no lugar", explicou. Ela ressaltou que esse tipo de acidente pode acontecer em diversas situações, como quedas de bicicleta, acidentes de carro, ou até mesmo incidentes domésticos.
A chave para o sucesso do reimplante está na rapidez. A professora enfatizou a necessidade de agir nos primeiros trinta minutos, o que ela chamou de "período de ouro". "Tem que colocar ele no lugar de volta. Segura ele pela parte que a gente vê que se chama coroa e vai se colocar então a raiz do dente no seu alvéolo", orientou. Caso o reimplante imediato não seja possível, a indicação é manter o dente em um meio úmido, sendo o leite a opção mais acessível na maioria dos lares, e procurar o dentista com urgência. O objetivo é preservar o ligamento periodontal e a polpa dentária, partes vitais para a manutenção do dente. Letícia também alertou para o fato de que, em crianças e adolescentes, o implante dentário (parafuso artificial) não é uma opção imediata devido ao crescimento ósseo.
A entrevista também abordou os impactos da recente paralisação estudantil na UFPel. Daniela Aldado, representando os alunos, comentou sobre as negociações com a reitoria e as reivindicações por melhorias urgentes. "A gente precisava de material para atender, tinha muito material vencido dentro da universidade", revelou. Uma das principais conquistas recentes foi a implementação do uso de crachás para alunos e pacientes, visando aumentar a segurança dentro do complexo da faculdade, que compartilha o prédio com outros cursos e recebe um grande fluxo de pessoas.
As futuras melhorias de infraestrutura são outro ponto crucial. A faculdade aguarda a construção de uma nova clínica com 70 consultórios, um investimento de 18 milhões de reais que promete acabar com o represamento de atendimentos e oferecer mais espaço para os alunos. "A gente tá lutando até agora em função das vagas do novo currículo para a gente conseguir levar o próximo semestre com as turmas e aumentar o número de alunos por boxe também", destacou a professora Letícia.
Mesmo com as dificuldades, a Odontologia da UFPel continua seu trabalho de excelência, com um projeto de extensão que atende cerca de 16 mil pacientes por ano e a luta incessante por melhores condições para a formação dos futuros profissionais e o atendimento à comunidade.





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