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OAB reage a cena de interrogatório em “Vale Tudo”

  • Foto do escritor: Jean Pierre Knepper
    Jean Pierre Knepper
  • 10 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

A manifestação da entidade ocorre em resposta às críticas levantadas nas redes sociais


Por Redação

Foto: Reprodução TV Globo
Foto: Reprodução TV Globo

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou posicionamento crítico em relação a cenas da novela Vale Tudo em que os personagens César, Celina, Heleninha, Marco Aurélio e Maria de Fátima, investigados pela morte de Odete Roitman, são interrogados pela polícia sem contarem com a presença de advogados.


A manifestação da entidade ocorre em resposta às críticas levantadas nas redes sociais, nas quais usuários destacaram que nenhum dos suspeitos recebeu assistência jurídica durante os depoimentos fictícios. A OAB enfatizou que, no mundo real, esse tipo de procedimento seria inaceitável, sublinhando que a advocacia desempenha papel essencial na proteção de direitos.


A nota da OAB reforça ainda que “ninguém deve ser ouvido em investigação, interrogatório ou audiência sem assistência jurídica”, apontando que esse dispositivo representa um pilar fundamental para garantir um processo diferenciado, justo e equilibrado.


"Todo mundo indo depor sem advogado em 'Vale tudo'? Na vida real, isso não valeria! A advocacia é indispensável para garantir direitos", ressaltou o perfil da OAB na rede social X.


Em regra, num inquérito policial, é possível, sim, prestar depoimento sem um advogado, especialmente como vítima, testemunha ou suspeito/acusado por um crime. No entanto, é altamente recomendado a presença de um advogado para que os direitos da pessoa em questão sejam assegurados e para que sejam evitados erros no depoimento.


A recomendação, segundo a OAB, é que os depoimentos sejam sempre feitos mediante a presença de advogados. "A presença da(o) advogado(a) é um direito de toda pessoa. Ninguém deve ser ouvido em investigação, interrogatório ou audiência sem assistência jurídica. É isso que garante um processo justo e equilibrado", reforça o órgão.


"A Constituição Federal é clara: Art. 133 — 'O advogado é indispensável à administração da justiça.' Sem advocacia forte, não há Estado de Direito", complementa a OAB.



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