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O que dizem PMs que mataram produtor rural durante ação em Pelotas

  • Foto do escritor: Lucas Duarte Maciel
    Lucas Duarte Maciel
  • há 5 dias
  • 1 min de leitura

Legítima defesa é a tese dos 18 brigadianos. Policiais são ouvidos em dois inquéritos, um da Brigada Militar e outro da Polícia Civil

Por GZH Zona Sul

Foto: Câmeras de segurança
Foto: Câmeras de segurança

Um mal-entendido é a justificativa apresentada pelos 18 policiais militares envolvidos na morte do produtor rural Marcos Nornberg, de 48 anos, atingido por disparos de integrantes da Brigada Militar em Pelotas, no dia 15. Segundo os militares, o agricultor foi confundido com suspeitos que estariam escondidos em sua propriedade.


Os policiais do 4º Batalhão de Polícia Militar e do 5º Batalhão de Choque deslocaram-se à residência após receberem informações de que o local abrigaria veículos roubados e entorpecentes. O informe partiu de policiais do Paraná, que prenderam dois suspeitos de envolvimento em roubos de veículos em Pelotas durante tentativa de ingresso no Paraguai. O assalto citado ocorreu nas proximidades do sítio da vítima.


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Os PMs alegam legítima defesa, afirmando que foram recebidos com disparos ao tentarem entrar na residência. Conforme a defesa, os policiais acreditaram haver mais de um atirador no local, embora apenas Nornberg estivesse armado.


Câmeras de segurança do sítio registraram os áudios do confronto. A perícia constatou que os dois primeiros disparos foram efetuados por Nornberg com uma carabina de caça, utilizada para defesa da propriedade. Duas cápsulas compatíveis com essa arma foram localizadas.


Em resposta, os policiais efetuaram 16 disparos em sequência com fuzis e pistolas. Um disparo final foi registrado após o término do primeiro tiroteio. Nos áudios, um policial afirma "mexeu a cabeça" antes do último tiro. O laudo de necropsia identificou marcas de pólvora no rosto da vítima, o que caracteriza disparo à queima-roupa.


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