Funcionários do Hotel Estoril protestam em Pelotas por salários atrasados

Foto: Junior Ebersol
Manifestação cobra regularização de pagamentos e direitos trabalhistas. Sindicato relata falta de depósitos do FGTS e dificuldades financeiras enfrentadas pelos empregados.
Funcionários do Hotel Estoril, em Pelotas, realizaram uma manifestação em frente ao estabelecimento na terça-feira (20) para cobrar o pagamento de salários atrasados e a regularização de direitos trabalhistas. O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Pelotas, que denuncia problemas recorrentes nos pagamentos e a falta de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Segundo a presidente do sindicato, Simone Goulart, a situação se arrasta há anos e tem provocado dificuldades financeiras aos trabalhadores. Entre os problemas relatados estão dívidas com aluguel e outras despesas pessoais, além de atrasos no 13º salário, no adicional de insalubridade e em outros direitos previstos na legislação trabalhista.
Trabalhadores relatam dificuldades financeiras
De acordo com o sindicato, alguns funcionários pediram demissão, mas não receberam as verbas rescisórias nem os valores relacionados ao FGTS. Parte desses trabalhadores já teria buscado oportunidades de emprego em outros hotéis da cidade.
A entidade também afirma que a falta de depósitos do fundo prejudicou o acesso dos empregados aos recursos disponibilizados em razão dos eventos climáticos que atingiram o município.
Outro ponto levantado é a contratação de profissionais para serviços eventuais sem a formalização do vínculo empregatício. Conforme o sindicato, esse tipo de contratação não assegura aos trabalhadores os mesmos direitos garantidos aos empregados formalmente registrados.
Sindicato pretende buscar medidas legais
Diante da situação, o sindicato pretende procurar os órgãos competentes para apurar as denúncias e buscar medidas que garantam os direitos dos trabalhadores. Entre as possibilidades está o encaminhamento de pedidos de rescisão indireta, mecanismo que permite ao empregado encerrar o contrato de trabalho quando há descumprimentos graves das obrigações por parte do empregador.
A presidente da entidade também questiona a justificativa de dificuldades financeiras para explicar a continuidade dos atrasos. Segundo ela, apesar de oportunidades para parcelamento de dívidas, os problemas enfrentados pelos funcionários persistem.
Leilão de hotéis da mesma rede
A situação ocorre enquanto os hotéis Manta e Tourist, pertencentes à mesma rede, têm um segundo leilão previsto para esta quarta-feira (21), após a primeira tentativa terminar sem interessados na semana anterior. Uma terceira tentativa está prevista para o dia 28 de outubro, caso não haja arrematação.
O sindicato acompanha o processo e busca alternativas para assegurar o pagamento dos valores devidos aos trabalhadores.



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