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Professor da Furg é o primeiro brasileiro a liderar comitê internacional de pesca do Atlântico

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Atualizado: 12h

Divulgação / Arquivo pessoal


O professor Luís Gustavo Cardoso, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), foi eleito presidente do Comitê Permanente de Pesquisa e Estatística (SCRS), ligado à Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico (ICCAT). Aos 45 anos, ele é o primeiro brasileiro a assumir a liderança do comitê.


O SCRS reúne pesquisadores de diferentes países e produz estudos que servem de base para decisões relacionadas à atividade pesqueira, como definição de cotas de captura e medidas de conservação e sustentabilidade dos estoques.


A organização reúne 79 países e acompanha mais de 30 espécies de interesse comercial.


Pesquisador da Furg

Luís Gustavo dirige o Laboratório de Dinâmica de Populações Pesqueiras da Furg e já ocupava a vice-presidência do comitê desde 2025.


Além disso, foi chefe da delegação brasileira junto à comissão internacional e atuou como secretário nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura do Ministério da Pesca e Aquicultura entre 2024 e 2025.


Segundo o pesquisador, a eleição ocorre após duas décadas de trabalho científico e representa também a chegada de um país do Sul Global à liderança científica da comissão de pesca que reúne o maior número de países.


Impacto nas decisões sobre a pesca

Criada em 1966, a ICCAT estabelece medidas para a conservação e o uso sustentável de atuns e espécies semelhantes no Atlântico e em mares adjacentes.


Antes da definição de medidas como limites de captura, os pesquisadores avaliam a situação dos estoques pesqueiros e elaboram recomendações científicas. Com a nova função, esse trabalho passa a ser coordenado pelo professor da Furg.


A cadeia global do atum movimenta entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões por ano apenas na primeira comercialização do pescado. Considerando também processamento, distribuição e venda ao consumidor final, o valor ultrapassa US$ 42 bilhões, segundo dados apresentados na reportagem.


Na área do Atlântico acompanhada pela comissão, os desembarques das principais espécies comerciais ultrapassaram 800 mil toneladas em 2024. O Brasil participa da organização desde 1969 e registrou cerca de 75 mil toneladas de atuns e espécies semelhantes em sua produção pesqueira em 2024.


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