Frente Feminista 8M de Pelotas repudia ataques transfóbicos contra ativista Jerci Cardoso
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Casa Casulo é administrada Jerci Cardoso, formada em hotelaria e mulher travesti
Manifestação ocorreu após comentários em publicação sobre roda de conversa promovida pela Academia do Samba. A Frente Feminista 8M de Pelotas divulgou uma nota de repúdio aos ataques transfóbicos e misóginos direcionados à ativista travesti Jerci Cardoso nas redes sociais. As manifestações ocorreram após uma publicação sobre a participação de Jerci em uma roda de conversa promovida pela Academia do Samba.
O conteúdo, publicado no dia 25 de agosto pela página “O Bairrista Pelotas”, no Facebook, divulgava a atividade que debateu os direitos das mulheres e da população LGBTQIAPN+. Jerci, que é diretora do Coletivo T Juliana Martinelli, conduziu o encontro realizado pela escola de samba.
Nos comentários da publicação, usuários questionaram a presença de Jerci na atividade e fizeram comentários relacionados à sua identidade de gênero. Entre as manifestações, houve questionamentos sobre a ausência de uma “mulher” na fotografia que divulgava o evento.
Em resposta aos ataques, a Frente Feminista 8M afirmou o fato de que mulheres trans e pessoas transfemininas, incluindo travestis, são identidades femininas legítimas. Para a entidade, os comentários reproduzem justamente práticas de machismo, misoginia e transfobia ao tentar excluir mulheres trans e travestis da categoria feminina.
A organização também manifestou solidariedade a Jerci e defendeu que os ataques sejam investigados pelas autoridades competentes.
Debate sobre violência e direitos
A participação de Jerci na atividade da Academia do Samba integra uma série de ações relacionadas ao tema-enredo da escola para o Carnaval 2027: “Nem silêncio, nem medo. Parem de nos matar”.
A proposta aborda a violência contra as mulheres e contra pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ e busca utilizar a visibilidade do Carnaval para promover debates sobre questões sociais.
Jerci possui mais de 20 anos de atuação em movimentos sociais e, desde 2019, integra o Coletivo T Juliana Martinelli. Ela também é fundadora da Casa Casulo, espaço voltado ao acolhimento de pessoas LGBT em situação de vulnerabilidade.
Na nota, a Frente Feminista 8M reforçou a defesa de um feminismo que contemple diferentes identidades femininas e afirmou que o enfrentamento à transfobia deve fazer parte da luta pela igualdade de gênero e raça.
A entidade encerrou a manifestação reiterando apoio à ativista e cobrando responsabilização para aqueles que disseminam ataques contra a população trans e travesti.
Matéria: Pedro de Campos



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