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Em entrevista, Dr. Guilherme Bicca explica nova tecnologia de rastreio do HPV que já é realidade em Pelotas

  • Foto do escritor: Rádio Tupanci
    Rádio Tupanci
  • 3 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Com PCR para HPV, unidades de saúde iniciam uma nova era na prevenção do câncer de colo do útero, com mais precisão, conforto e detecção precoce

Por Clarissa Ribeiro

Foto: Rádio Tupanci
Foto: Rádio Tupanci

A nova tecnologia do SUS de rastreio de câncer de colo de útero por coleta de PCR para HPV já está sendo utilizada nas unidades de saúde e nos consultórios. Na manhã desta quarta-feira (03), o ginecologista e professor Guilherme Bicca, em entrevista à Rádio Tupanci, explicou o funcionamento desse novo teste e os benefícios do método.


A PRC do HPV, teste que vai ser utilizado a partir de agora, é um teste de biologia molecular, ou seja, detecta se existe ou não a presença do HPV - vírus responsável pelo câncer de colo de útero. Segundo o Dr. Guilherme Bicca, esse teste não substitui o antigo Papanicolau, mas por ser padronizado, fica à frente desse pré-câncer ‘’Até então era o Papanicolau, um exame de célula, que retirava as células para fazer a análise dessas células e observar alterações. As pacientes quando forem em uma unidade de saúde ou num consultório vão agora fazer o teste do HPV primeiro, e vão ver se tem ou não a positividade para o vírus. Se elas tiverem a positividade, vão ter outras condutas a serem realizadas’’, explica o médico.


Um sistema de autocoleta também passa a ser utilizado em alguns casos, a fim de promover maior conforto e praticidade para as mulheres ‘’A autocoleta para o teste de HPV é possível de ser realizada. Agora, se ele for ser feito junto com a citologia líquida, como  está sendo feito agora no teste piloto, é necessário que o ginecologista colete, porque ele precisa coletar do colo, do lugar correto’’, afirma o médico. Sendo assim, para testes de positividade ou negatividade de HPV, é possível que a mulher mesmo introduza o swab e faça a sua coleta, de acordo com o doutor. Já para a coleta de citopatológicos, quando se faz necessário a análise de células, a realização da coleta precisa ser no local certo, com a coleta de um profissional da saúde, utilizando o espéculo. 


O ginecologista também alerta as mulheres para manterem a tranquilidade caso recebam um resultado positivo no teste da PCR, pois há a possibilidade da paciente ter o pré-câncer normal, e, assim, serão conduzidas a investigações para que cada situação seja avaliada da melhor forma ‘’As mulheres têm que estar prontas para receber o resultado do teste da PCR, e se elas tiverem um resultado positivo, não é o fim do mundo. Porque o que vai acontecer é que muitas pacientes vão ter positividade para HPV e vão ter o pré-câncer normal’’, ressalta.


As pacientes que testaram positivo farão o pré-câncer de forma mais frequente, e as que testaram positivo pro HPV 16 e 18, que são os mais agressivos, já vão ser referenciadas para fazer uma colposcopia, que é um exame de imagem de colo, que fotografa o colo do útero ‘’Não se desesperem, não criem pânico, simplesmente vamos avaliar cada situação conforme os resultados para tomar a melhor conduta’’, diz o médico.


O médico também comenta o pioneirismo de Pelotas em receber o novo método, e reafirma a importância para a cidade, devido ao seu ambiente universitário forte. Segundo ele, o pré-câncer também foi introduzido primeiro em Pelotas, e depois no restante do Rio Grande do Sul ‘’Pelotas já foi pioneira na introdução do Papanicolau no Rio Grande do Sul. Ela sempre se mostra despontando nessas situações de prevenção na saúde, é dado o start em Pelotas. É uma cidade média, então ela é mais fácil de conseguir conduzir os estudos. Tem um ambiente universitário forte, isso proporciona essa facilidade’’.


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