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Confirmada a primeira morte por dengue em 2026 no Rio Grande do Sul

  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

Trata-se de uma idosa de 83 anos, com comorbidades, que era residente de Jacutinga

Por O Sul

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A SES (Secretaria da Saúde), por meio do Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde), confirmou nesta sexta-feira (17) o primeiro óbito por dengue do ano no Rio Grande do Sul. A vítima é uma idosa de 83 anos, com comorbidades, residente do município de Jacutinga, no Norte do Estado. O óbito ocorreu no dia 15 de abril.


A confirmação reforça o alerta para a circulação do vírus da dengue no território gaúcho e a importância da adoção de medidas de prevenção, bem como da busca imediata por atendimento de saúde diante dos primeiros sintomas da doença.


“Lamento muito a perda desta vida e me solidarizo com os familiares. Reforço a importância de as pessoas buscarem atendimento médico assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas. O diagnóstico e o acompanhamento precoces são fundamentais para evitar o agravamento do quadro e reduzir o risco de complicações e óbitos, especialmente entre idosos, gestantes e pessoas com comorbidades”, alertou a secretária da Saúde, Lisiane Fagundes.


Principais sintomas da dengue:


febre alta, com duração de dois a sete dias

dor atrás dos olhos (dor retroorbital)

dor de cabeça

dores no corpo e nas articulações

mal-estar geral

náusea e vômitos

diarreia

manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira


Medidas de prevenção


A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Por isso, a principal forma de prevenção é eliminar possíveis criadouros, tanto dentro quanto fora das residências. A participação da população é essencial para reduzir a proliferação do mosquito e controlar a transmissão da doença.


Entre as medidas recomendadas, estão:


utilizar telas em portas e janelas e repelentes em áreas de maior transmissão

remover recipientes que possam acumular água, como pneus, garrafas, latas e vasos

manter caixas d’água e reservatórios devidamente vedados

desobstruir calhas, ralos e lajes, evitando o acúmulo de água

Vacinação contra a dengue


Desde 2024, o Brasil passou a oferecer vacina contra a dengue pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O público-alvo atual são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que apresenta elevado risco de hospitalizações pela doença.


Inicialmente, a vacinação ocorreu em áreas priorizadas pelo Ministério da Saúde, mas desde fevereiro deste ano a estratégia foi ampliada para todos os municípios, mantendo a mesma faixa etária elegível.


Esquema vacinal atual:


Público-alvo: crianças e adolescentes de 10 a 14 anos

Esquema: duas doses

Intervalo: três meses entre as doses

Ampliação futura da estratégia de imunização


O imunizante atualmente utilizado na estratégia é a Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda Pharma. Paralelamente, o Ministério da Saúde iniciou a introdução de uma nova vacina 100% nacional, desenvolvida pelo Instituto Butantan.


A vacina, chamada Butantan-DV, é de dose única — a primeira desse tipo no mundo — o que facilita a adesão às campanhas de imunização. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas no Rio Grande do Sul, destinadas inicialmente aos trabalhadores das equipes da Atenção Primária em Saúde (APS) do SUS.


A vacinação do público geral ocorrerá de forma gradual, conforme a disponibilidade de doses, com previsão de início pela população de 59 anos, avançando progressivamente até alcançar pessoas a partir de 15 anos.


Comparação com anos anteriores


Em 2026, até o momento, foram confirmados 596 casos de dengue e um óbito no Estado. Na comparação com o mesmo período do ano passado (até a 15ª Semana Epidemiológica), observa-se diferença na evolução dos registros da doença no Estado. Em 2025, até essa mesma época, o Rio Grande do Sul contabilizava 20.573 casos confirmados de dengue e 13 óbitos.


Ao longo daquele ano, o total chegou a 52.794 casos e 53 mortes. O período de maior circulação da dengue no Estado ocorre historicamente no mês de abril, especialmente nas semanas epidemiológicas 15 e 16. Ainda que o ano atual apresente redução significativa de casos em relação ao anterior, é essencial manter as ações de prevenção e controle do mosquito, para evitar novos aumentos e consolidar a tendência de queda.


Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou o pior cenário da dengue em sua série histórica, com 209.669 casos confirmados e 281 óbitos. Já em 2025, houve redução expressiva, com 52.794 casos e 53 mortes.


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