Bancários da Caixa de Pelotas e região aderem à greve nacional nesta segunda-feira

Foto: Pedro de Campos
Paralisação ocorre por tempo indeterminado após trabalhadores rejeitarem proposta apresentada pelo banco; principal impasse envolve o Saúde Caixa.
Os empregados da Caixa Econômica Federal de Pelotas e região aderem, a partir desta segunda-feira (14), à greve nacional dos trabalhadores do banco. A paralisação ocorre por tempo indeterminado, após a categoria rejeitar a proposta final apresentada pela instituição para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Paralisação dos funcionários bancários ocorre na frente das sedes da caixa na cidade de Pelotas, onde os funcionários exigem seus direitos.
A decisão foi comunicada pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Pelotas e Região. Segundo a entidade, as atividades relacionadas à compensação bancária serão paralisadas a partir desta terça-feira (15).
A situação na região é diferente da decisão tomada pela categoria alguns dias antes. Em assembleia realizada entre os dias 3 e 4 de setembro, os empregados da Caixa na base de Pelotas haviam rejeitado a proposta, mas optado pela reabertura das negociações sem deflagrar a greve naquele momento.
Entrevista com o Sindicato
A greve nacional teve início na quinta-feira (10), após trabalhadores de diferentes regiões rejeitarem a proposta apresentada pela Caixa. No dia seguinte, uma nova proposta foi submetida à votação.
"Hoje a Caixa Federal está em greve aqui em Pelotas, acompanhando o movimento de todo o país. Tiveram negociações até o final de agosto, que é o mes da nossa campanha salarial, não teve acordo, principalmente nas questões de saúde caixa, porblema que vem se arrastando a um bom tempo" diz Sergiu Seus do Sindicado dos Bancários Pelotas
Saúde Caixa é principal impasse
Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos funcionários da instituição. A proposta apresentada pelo banco prevê mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação.
Entre as alterações propostas estão a elevação da participação da Caixa no custeio do plano de 6,5% para 8% da folha e novas regras de contribuição dos empregados e dependentes. Também estão previstas mudanças nos limites de coparticipação.
A proposta também inclui o pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por trabalhador e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de medidas relacionadas ao financiamento e à prevenção em saúde.
Caixa pode recorrer à Justiça
A proposta apresentada pela instituição foi classificada como final. Antes da votação, a Caixa informou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso os trabalhadores rejeitassem o acordo.
Após a decisão da categoria, o banco avalia ingressar com um dissídio coletivo, instrumento que permite que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para tentar solucionar o conflito entre empregados e instituição. Apesar disso, a Caixa afirma que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores.
Enquanto a paralisação estiver em andamento, a Caixa orienta os clientes a utilizarem os canais digitais, terminais de autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui para serviços disponíveis.



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