Adorno histórico é removido do Grande Hotel de Pelotas após risco de queda

Foto: Jeferson Kickhofel / RBS TV
Peça foi danificada pelo temporal de setembro e será restaurada antes de ser recolocada na cúpula do prédio histórico.
Um adorno histórico localizado na parte superior da cúpula do Grande Hotel de Pelotas foi removido na manhã desta quinta-feira (1º) após uma avaliação apontar risco de queda. A peça havia sido danificada pelo temporal que atingiu o município em setembro.
A retirada foi realizada por equipes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Corpo de Bombeiros e Prefeitura de Pelotas, com participação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A área em frente ao prédio já estava isolada devido ao risco provocado pelos danos na estrutura.
Avaliação identificou risco
Inicialmente, a intenção era estabilizar a peça e mantê-la na posição original. No entanto, uma nova inspeção realizada pela equipe da UFPel, em conjunto com os bombeiros, indicou que a remoção seria a alternativa mais segura tanto para a população quanto para a preservação do patrimônio.
Após ser retirada, a estrutura foi levada para uma área interna do próprio Grande Hotel, onde permanecerá armazenada até o início do processo de restauração.
Peça será restaurada
De acordo com a UFPel, a intenção é preservar o elemento histórico original, evitando sua substituição. A restauração do adorno deverá ocorrer junto com a futura obra de revitalização do prédio, quando a peça também será recolocada na cúpula.
Uma nova licitação para a continuidade da revitalização do Grande Hotel está prevista para 20 de outubro. A abertura do processo, porém, ainda será seguida por etapas de análise das propostas, habilitação, possíveis recursos e contratação da empresa vencedora.
Revitalização do Grande Hotel
Inaugurado em 1928, o Grande Hotel pertence à UFPel desde 2011. O prédio está fechado desde 2018, quando foi iniciado o projeto para transformá-lo em um Hotel Escola, com 27 quartos, cozinha industrial e espaços destinados à formação acadêmica.
A primeira etapa da restauração recebeu aproximadamente R$ 4 milhões, mas as obras foram interrompidas em março de 2024. Para concluir a revitalização, a universidade estima a necessidade de cerca de R$ 9 milhões.



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