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Suspeitos de matar adolescente em Pinheiro Machado estão detidos em Arroio Grande

  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura

Após o crime, a casa onde Maicon morava e três veículos foram incendiados

Por Nael Rosa

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Maicon Rodrigues Gomes, 35, e Renan Roque Brum, 21, estão presos no Presídio Estadual de Arroio Grande, no sul do Rio Grande do Sul, suspeitos de envolvimento na morte de Robert Willi de Souza Oliveira, conhecido como Robinho, de 16 anos. O crime ocorreu na madrugada do último Natal, no centro de Pinheiro Machado.


Segundo a investigação, a vítima foi atingida por dois disparos de arma de fogo calibre 32 após uma desavença que, de acordo com a defesa, se arrastava havia meses. Os dois suspeitos estavam no mesmo veículo no momento do crime e deixaram o local logo após os tiros.


O advogado Marcial Guastucci, conhecido como Macega, que representa os acusados, afirma que Renan não efetuou os disparos e que estava apenas no local. A defesa sustenta que os tiros partiram de Maicon, que dirigia o carro, e atravessaram o vidro lateral do veículo.


Guastucci informou que vai pedir o relaxamento da prisão dos dois, inicialmente à Justiça local e, se necessário, ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Segundo ele, ambos têm residência fixa e exercem atividade profissional. Renan trabalha como tratorista, e Maicon é mecânico.


De acordo com o advogado, Renan fugiu após o crime por medo e se dirigiu à zona rural do município, onde teria se refugiado na casa de familiares. A arma usada no crime, segundo a defesa, ainda estaria no local.


Prisão em Arroio Grande


Após deixarem Pinheiro Machado, os dois seguiram para Arroio Grande, onde permaneceram escondidos até serem presos. A defesa afirma que havia a intenção de apresentá-los espontaneamente à Delegacia de Polícia de Piratini, o que não ocorreu porque os suspeitos teriam sido reconhecidos em via pública e detidos antes disso, sendo encaminhados inicialmente a Jaguarão.


Guastucci argumenta que a escolha por Arroio Grande e Piratini se deu por razões de segurança. Segundo ele, há ameaças de morte contra os acusados, inclusive por meio de redes sociais, e receio de que eles fossem transferidos para unidades prisionais onde estariam mais expostos.


Após o crime, a casa onde Maicon morava e mantinha uma oficina mecânica foi incendiada. Três veículos que estavam no local também foram destruídos. A defesa afirma que buscará ressarcimento judicial pelos prejuízos.


O advogado também sustenta que a vítima teria ameaçado Maicon anteriormente e que, em um dos episódios, teria ido até o local de trabalho dele portando uma barra de ferro, ocasião em que danificou um veículo. As circunstâncias alegadas fazem parte da estratégia da defesa e ainda serão analisadas pela Justiça. A Polícia Civil segue investigando o caso.



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