Setembro deve ter chuva acima da média e temperaturas mais baixas no RS
- há 17 horas
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Fotos: Janine Tomberg/arquivo
Especialistas alertam para volumes elevados de precipitação, frio intenso e possível
fortalecimento do El Niño ao longo do mês
O mês de setembro deve ser marcado por chuvas acima da média e temperaturas abaixo do normal no Rio Grande do Sul. A previsão chama a atenção de especialistas devido à possibilidade de volumes elevados de precipitação e ao atual cenário dos rios, que já apresentam níveis de saturação em algumas regiões.
Segundo a Climatempo, os maiores acumulados devem ocorrer principalmente na Serra e no Norte do Estado. Em Caxias do Sul, a previsão indica volumes superiores a 163,1 milímetros, enquanto Passo Fundo pode ultrapassar os 165,5 milímetros. Em Porto Alegre, os acumulados também devem superar a média histórica de 147,8 milímetros.
Por outro lado, regiões como Litoral Sul, Campanha, Costa Doce e Sudoeste devem registrar volumes de chuva abaixo do habitual para o período.
Frio deve continuar
Além da chuva, as temperaturas devem ficar um pouco abaixo da média durante o mês. O meteorologista Bruno Zanetti, que atua junto à Defesa Civil do Rio Grande do Sul, prevê um forte resfriamento já no primeiro fim de semana de setembro.
A primeira quinzena do mês deve contar ainda com a passagem de três frentes frias pelo Estado. A maior presença de nebulosidade e os períodos de chuva devem contribuir para a manutenção das temperaturas mais baixas.
Também não estão descartados episódios de tempo severo, com possibilidade de chuva intensa, rajadas de vento, granizo e descargas elétricas em períodos curtos.
Rios exigem atenção
O cenário preocupa especialistas principalmente por causa das condições atuais das bacias hidrográficas. Algumas regiões estão com as bacias saturadas e mais sensíveis após os episódios recentes de chuva.
Os meses de setembro, outubro e novembro exigem acompanhamento constante diante da possibilidade de novos volumes elevados de precipitação e do consequente aumento do risco de inundações.
Apesar disso, a primeira semana de setembro deve apresentar períodos de maior estabilidade, o que pode reduzir os riscos mais imediatos.
El Niño pode ganhar força
Outro fator que influencia a previsão é o El Niño, fenômeno associado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que costuma favorecer o aumento das chuvas no Rio Grande do Sul.
A professora e pesquisadora do Centro Polar e Climático da UFRGS, Venisse Schossler, avalia que o fenômeno previsto para 2026 pode apresentar forte intensidade. Segundo ela, o aquecimento global contribui para que as temperaturas dos oceanos já estejam acima do normal antes do estabelecimento do El Niño, o que pode potencializar seus efeitos.
A expectativa é de que o fenômeno alcance seu pico entre setembro e novembro.
População deve acompanhar os alertas
Ainda não é possível determinar com precisão quais serão os impactos dos volumes de chuva previstos para os próximos meses. Por isso, especialistas reforçam a importância de acompanhar as informações divulgadas pelos órgãos oficiais.
A recomendação é que a população fique atenta aos alertas meteorológicos, planos de contingência e orientações da Defesa Civil, especialmente em períodos de chuva intensa.
Segundo Bruno Zanetti, manter-se informado e saber como agir diante de situações de emergência é fundamental para reduzir riscos e proteger a população.



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