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Senado confirma o recebimento de mensagem presidencial com indicação de Jorge Messias para a vaga no Supremo

  • 1 de abr.
  • 2 min de leitura

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Por O Sul

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A mensagem presidencial com a indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) foi recebida na tarde desta quarta-feira (1º) pelo Senado. A informação foi confirmada pelo gabinete do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e por interlocutores do Senado.


Nesta terça-feira (31), o Palácio do Planalto chegou a anunciar que a mensagem seria enviada naquele dia, o que não ocorreu. Interlocutores afirmam que o atraso se deu a questões burocráticas.


A chegada da mensagem presidencial ao Senado destrava oficialmente a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, dando início a um novo e decisivo capítulo de um processo marcado por mais de quatro meses de espera e atritos políticos.

O envio do documento pelo presidente Lula encerra um longo hiato que expôs a fragilidade na articulação entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado, presidido por Davi Alcolumbre (União-AP).


Com a formalização, a indicação será agora lida em plenário e encaminhada à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Caberá ao presidente da comissão, atualmente o próprio Alcolumbre, designar um relator e, principalmente, definir a data da sabatina — a audiência em que Messias será questionado pelos senadores.


É nesse poder de agendamento que reside a principal tensão, já que não há um acordo entre o governo e o presidente do Senado sobre um cronograma. Interlocutores de Alcolumbre sinalizam que não há intenção de acelerar o rito, que pode ser postergado para o segundo semestre.


O impasse começou logo após o anúncio do nome de Messias, em novembro de 2025, que contrariou a preferência de Alcolumbre pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A demora do governo em enviar a mensagem oficial levou o presidente do Senado a criticar publicamente o que chamou de “perplexidade” e a cancelar uma sabatina que ele mesmo havia marcado para dezembro, por falta do documento.


Enquanto o governo hesitava, o próprio Jorge Messias intensificou sua articulação, reunindo-se com cerca de 70 senadores para garantir os 41 votos necessários para a aprovação em plenário.


A decisão de finalmente enviar a mensagem teria partido de um pedido do próprio indicado a Lula, confiante de que já possui o apoio necessário para ser confirmado como o novo ministro do STF.




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