RS mantém status de área livre do greening após monitoramento em 77 municípios
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Apesar da presença do inseto transmissor, análises não detectaram a bactéria causadora da doença, considerada a mais destrutiva da citricultura mundial
Por Assessoria de Imprensa

O Rio Grande do Sul segue entre os poucos estados brasileiros livres da HLB/Greening, doença considerada a mais grave ameaça à citricultura. O resultado foi confirmado por um monitoramento realizado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) entre novembro de 2025 e março de 2026, com dados apresentados durante reunião da Câmara Setorial da Citricultura.
Ao longo do período, o Departamento de Defesa Vegetal instalou 374 armadilhas em pomares de 77 municípios gaúchos e realizou mais de 4,3 mil inspeções. O objetivo foi monitorar a presença da Diaphorina citri, inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora do greening, doença que tem provocado perdas severas em importantes regiões produtoras do país.
Durante o levantamento, foram identificados 103 insetos suspeitos, dos quais 88 foram confirmados como sendo da espécie transmissora. Apesar disso, as análises laboratoriais não encontraram vestígios da bactéria associada à doença, preservando o status fitossanitário do Estado.
Segundo a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Deise Riffel, a presença do inseto exige atenção constante, especialmente porque o Rio Grande do Sul está cercado por áreas onde a doença já ocorre. Ela destaca que a maior parte da produção citrícola gaúcha é formada por agricultores familiares, o que aumenta a preocupação com possíveis impactos econômicos.
Entre as medidas preventivas adotadas estão o monitoramento permanente dos pomares e o controle rigoroso da entrada de mudas e frutos vindos de outros estados. A legislação federal exige que mudas destinadas à propagação sejam produzidas em ambientes protegidos, reduzindo o risco de disseminação da bactéria.
A orientação da Seapi é que produtores permaneçam atentos a qualquer alteração nas plantas e comuniquem imediatamente as inspetorias de defesa agropecuária em caso de suspeita. A participação dos agricultores é considerada fundamental para manter o Estado livre da doença.
O tema foi debatido durante a reunião da Câmara Setorial da Citricultura, que também tratou das perspectivas da safra atual. A abertura oficial da colheita de citros no Rio Grande do Sul ocorreu na última sexta-feira (29), em Montenegro.



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