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RS entra na lista de estados com casos suspeitos de intoxicação por metanol

  • deborasaraivajv
  • 5 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Além do Rio Grande do Sul, há registros sob análise em Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Ceará, Piauí e Bahia



O Ministério da Saúde confirmou na noite de sábado (4) que o Rio Grande do Sul passou a integrar a lista de estados com casos suspeitos de intoxicação por metanol. De acordo com o boletim divulgado pela Pasta, dois casos estão sob investigação no território gaúcho, somando-se ao total de 195 registros em todo o país.


Os dados foram consolidados pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs) e contabilizam notificações até as 16h do dia 4 de outubro. O avanço dos casos tem preocupado autoridades sanitárias devido à gravidade das ocorrências e ao risco de disseminação de bebidas adulteradas.


O estado de São Paulo concentra a maior parte das notificações, com 162 casos – sendo 14 confirmados e 148 ainda em investigação. Neste sábado, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou a segunda morte por intoxicação com metanol, de um homem de 46 anos na capital paulista. A primeira morte havia ocorrido em 15 de setembro, também em São Paulo.Outros óbitos suspeitos estão sendo apurados em São Bernardo do Campo e Cajuru.


Além do Rio Grande do Sul, há registros sob análise em Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Ceará, Piauí e Bahia. Na Paraíba, um homem de 32 anos morreu após sofrer três paradas cardiorrespiratórias em decorrência da ingestão de bebida alcoólica adulterada. O caso segue em investigação como suspeita de intoxicação por metanol.


O metanol é uma substância química utilizada como matéria-prima para combustíveis e solventes industriais, sendo imprópria para consumo humano. No entanto, investigações apontam que o produto estaria sendo usado de forma criminosa na falsificação de bebidas alcoólicas, especialmente destilados.Em sua forma pura, o metanol tem sabor levemente adocicado e é facilmente confundido com o etanol, o que torna sua detecção difícil sem análise laboratorial. A ingestão pode causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo em pequenas quantidades.


O ministro da Saúde, Nísia Trindade, e o secretário de Vigilância em Saúde, Elias Corrêa de Padilha, reforçaram o alerta à população. Padilha recomendou que a população evite bebidas alcoólicas destiladas, principalmente aquelas em garrafas com tampas rosqueáveis, até que os casos sejam esclarecidos.Segundo ele, não há registros de adulteração em bebidas vendidas em latas ou garrafas com tampas metálicas.


O Ministério e a Anvisa estão articulando uma resposta nacional para conter o avanço dos casos. As medidas incluem:


  • Envio do antídoto fomepizol aos estados;

  • Reforço nas orientações clínicas e laboratoriais para identificação do metanol;

  • Monitoramento conjunto com as Secretarias Estaduais de Saúde e Polícia Federal;

  • Intensificação da fiscalização em fábricas e distribuidoras de bebidas.


As autoridades reforçam que qualquer suspeita de bebida adulterada deve ser denunciada às vigilâncias sanitárias locais ou à Ouvidoria do SUS (136).


Foto: João Valério / Governo de SP / Divulgação CP

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