Quase 30% dos MEIs estão inscritos no Cadastro Único, dizem Sebrae e governo
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Levantamento aponta presença de 4,6 milhões de microempreendedores entre beneficiários de programas sociais; estudo associa assistência à geração de renda
Por Agência Brasil

Quase 30% dos microempreendedores individuais (MEIs) do país estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), base de dados usada pelo governo federal para programas sociais. Segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (6) pelo Sebrae e pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), 4,6 milhões dos 16,6 milhões de MEIs registrados no Brasil fazem parte da plataforma.
De acordo com os dados, cerca de 2,6 milhões abriram o CNPJ após entrarem no CadÚnico. Outros 1,9 milhão já eram microempreendedores antes da inscrição no sistema.
O estudo relaciona a ampliação do empreendedorismo entre famílias de baixa renda às políticas de transferência de renda e inclusão produtiva. Para o Sebrae, os números indicam que programas sociais podem estimular a busca por autonomia financeira.
O presidente da entidade, Rodrigo Soares, afirmou que pequenos negócios têm papel relevante na geração de renda e emprego no país.
Já o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, disse que o Cadastro Único funciona também como porta de acesso a políticas de qualificação profissional e crédito.
Segundo o levantamento, a maioria dos MEIs inscritos no CadÚnico é formada por mulheres (55,3%) e pessoas não brancas (64%). Mais da metade pertence a famílias com três ou mais integrantes, e 51% têm pelo menos o ensino médio completo.
A faixa etária predominante é de pessoas entre 30 e 49 anos, grupo que representa 53% do total.
O setor de serviços concentra a maior parte dos empreendedores vinculados ao CadÚnico, com 54% dos registros. Comércio aparece em seguida, com 26%, e indústria representa 10%.
Os responsáveis pela pesquisa também relacionam os dados à saída de famílias do Programa Bolsa Família. Segundo o governo, mais de 2 milhões de famílias deixaram de receber o benefício em 2025.
Desse total, 1,3 milhão saiu do programa após aumento da renda familiar. Outras 726 mil famílias encerraram o período previsto na chamada regra de proteção, mecanismo que permite a manutenção parcial do benefício por tempo determinado após elevação da renda.



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