Projeto estadual recupera nascentes e amplia produção de frutas nativas no RS
- 23 de mar.
- 2 min de leitura
Iniciativa baseada em economia solidária já recebeu mais de R$ 3 milhões e integra ações de conservação e geração de renda
Por JTR

*Com informações da Assessoria de Imprensa
Um projeto do governo do Rio Grande do Sul voltado à economia solidária e à preservação ambiental já resultou na recuperação de 300 nascentes e na distribuição de 3,9 mil mudas de espécies nativas desde 2017.
Coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), a iniciativa Cadeia Produtiva Solidária das Frutas Nativas reúne ações de restauração ecológica, incentivo à agricultura familiar e valorização da biodiversidade. Ao todo, mais de R$ 3 milhões foram repassados ao projeto por meio de políticas estaduais de compensação ambiental.
Segundo balanço divulgado em março, o programa também implantou 170 hectares de sistemas agroflorestais, promoveu cerca de 70 capacitações e incentivou a criação de abelhas nativas sem ferrão, com a instalação de caixas de melíponas.
O financiamento ocorre por meio da chamada Reposição Florestal Obrigatória, mecanismo que exige compensação ambiental de empresas que realizam supressão de vegetação nativa para instalação de empreendimentos.
Estrutura comunitária
A cadeia produtiva é formada por 12 unidades comunitárias, 60 unidades familiares e 23 famílias que atuam nas etapas de coleta, produção, processamento e comercialização.
Outro eixo do projeto é o resgate e a multiplicação de material genético de espécies nativas. Até o momento, foram mapeadas 138 matrizes de 35 espécies e implantados 20 viveiros artesanais em cinco regiões do estado.
De acordo com a secretária do Meio Ambiente, Marjorie Kauffmann, a iniciativa combina conservação ambiental e geração de renda. A proposta, afirma, é fortalecer comunidades rurais ao mesmo tempo em que amplia a preservação da flora nativa.
Valorização de espécies locais
O projeto também tem contribuído para ampliar a presença de frutas nativas no mercado. Entre as espécies incentivadas estão guabiroba, uvaia, araçá, jabuticaba, butiá e pinhão, além de outras com potencial gastronômico e ecológico.
A ampliação da produção, segundo o governo estadual, também facilita o acesso dos consumidores a alimentos de origem sustentável e estimula práticas de cooperação no campo.



Comentários