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Primeira habilitação bate recorde em 2026 após mudanças na CNH

  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Exames práticos também registraram subida. Este ano foram mais de 1,7 milhão de provas, um salto de 21% em relação a 2025


Por G1/RS

Foto: Daniela Alves
Foto: Daniela Alves

A procura pela primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) registrou crescimento recorde em 2026. Entre janeiro e abril, mais de 4,8 milhões de pessoas solicitaram a primeira habilitação no país, número quatro vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2025, segundo dados do Ministério dos Transportes.


No primeiro quadrimestre do ano passado, haviam sido contabilizados 1.119.321 pedidos de primeira CNH. O resultado de 2026 representa a maior marca já registrada para o período. A quantidade de cursos teóricos também aumentou significativamente. Até o fim de abril deste ano, foram realizados mais de 2,5 milhões de cursos, alta de 170% em comparação aos pouco mais de 942 mil registrados em 2025.


Os exames teóricos cresceram 28% no mesmo período. Entre janeiro e abril de 2026, foram aplicados mais de 1,1 milhão de testes. Os cursos práticos também bateram recorde para o período, com mais de 1,8 milhão de registros, crescimento de 28% em relação ao ano anterior. Já os exames práticos somaram mais de 1,7 milhão de provas, alta de 21%.


A emissão de CNHs alcançou o segundo melhor resultado desde 1997, ano em que entrou em vigor o Código de Trânsito Brasileiro. Foram emitidas 858.896 carteiras nos quatro primeiros meses de 2026. Em igual período de 2025, o número foi de 824 mil. O recorde histórico continua sendo de 2014, quando mais de 873 mil documentos foram emitidos no primeiro quadrimestre.


Os exames médicos e psicológicos, obrigatórios por lei, também acompanharam o aumento da demanda. Entre janeiro e abril de 2026, foram realizados mais de 2,3 milhões de exames, ante 2,2 milhões no mesmo período do ano passado. O programa CNH do Brasil estabeleceu um teto de R$ 180 para esses procedimentos.


Mudanças reduziram custo da CNH

Em dezembro de 2025, o processo para obtenção da CNH passou por mudanças que reduziram custos e burocracias. Entre as principais alterações está o fim da obrigatoriedade do curso teórico em autoescolas.


Em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o candidato precisava desembolsar cerca de R$ 1 mil apenas para custear o curso teórico. Segundo o Ministério dos Transportes, o custo total das aulas teóricas e práticas variava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.


Dados do ministério apontam que 55% da economia do país está concentrada em seis das 27 unidades da federação, incluindo os 26 estados e o Distrito Federal.


Aplicativo terá avaliação de instrutores

No início de maio, o ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou novas funcionalidades do aplicativo CNH do Brasil.A plataforma passou a exibir instrutores habilitados e autoescolas, com filtros por geolocalização, CEP ou endereço. Os usuários também podem avaliar instrutores e centros de formação com notas de zero a cinco estrelas.


Os instrutores agora contam com uma Credencial do Instrutor de Trânsito dentro do aplicativo, facilitando a identificação pelas autoridades de fiscalização. A habilitação desses profissionais continua sob responsabilidade dos Detrans estaduais. As aulas cadastradas no sistema geram certificados para os alunos, e os instrutores podem registrar atendimentos como autônomos ou vinculados a autoescolas.


Segundo o Ministério dos Transportes, todas as atualizações feitas no aplicativo são registradas automaticamente no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach), com comunicação imediata aos Detrans.


O ministério estima que existam atualmente cerca de 170 mil instrutores habilitados no Brasil. Desse total, apenas 7% das aulas práticas são ministradas por profissionais autônomos. O restante é realizado por instrutores vinculados a autoescolas.

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