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Pelotas divulga programação do Mês da Consciência Negra

há 3 horas
5 min de leitura

Secretaria de Igualdade Racial apresentou atividades previstas na Sala Frederico Trebbi


Por Secom

Foto: Volmer Perez
Foto: Volmer Perez

A programação que a Secretaria Municipal de Igualdade Racial (Smir) preparou para o Mês da Consciência Negra em 2026 está oficialmente aberta. Ato realizado na Sala Frederico Trebbi, no Paço Municipal, no início da tarde desta quarta-feira (04), foi o ponto de partida para um variado calendário de ações que irá mobilizar a cidade de Pelotas nos próximos dias.


O titular da Smir, secretário Júlio Domingues, apresentou o cronograma de eventos, detalhando cada uma das atividades previstas. Ele destacou que a programação planejada coloca o município entre as principais e maiores mobilizações do mês consagrado a Zumbi dos Palmares, ao combate ao racismo e à valorização da cultura afro-brasileira realizadas no Estado.   


Buscamos desenvolver uma programação que trouxesse reflexão e conhecimento para a população sobre temas como a igualdade racial, a educação antirracista e a riqueza que o povo negro traz à formação do nosso Brasil”, avaliou.

O ato de abertura contou com a presença de pessoas da comunidade, membros do secretariado municipal, servidores e representantes dos movimentos sociais. Integrante do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Pelotas (CPDCNP), Francisca Jesus destacou a atuação do órgão, com a presença em conferências estaduais e municipais ao longo de 2025. Ela também destacou o acompanhamento pelo grupo das discussões em torno da construção de políticas de reparação civilizatória para a população negra. “Discutir essas políticas é um marco significativo para nós, buscamos reparação econômica, cultural, em saúde, mas também em políticas públicas que impulsionem esses temas”.


Encerrando a solenidade, o prefeito Fernando Marroni salientou os avanços de sua gestão na área da promoção da igualdade racial. Conforme o chefe do Executivo Municipal, em um curto período, o governo instituiu a Smir, conseguiu a instalação da Casa da Igualdade Racial e trabalha na estruturação de um plano em acordo com o Plano Nacional de Igualdade Racial.


Chegamos a novembro voltados para a cultura negra e a construção de uma política antirracista, que queremos ver cada vez mais fortalecida em nossa cidade, em nosso Estado, em nosso País”, concluiu.  

A programação de novembro inicia com o show “Cardo Peixoto canta Giamarê e outras canções pretas”, com ingressos gratuitos, no Theatro Sete de Abril (dia 17); a roda de conversa “Negritude, formação no esporte e comunicação”, com a jornalista Mylena Costa e o vice-reitor da UFPel Eraldo Pinheiro, na Casa do Trabalhador, às 19h (18); escolha da Corte do Carnaval 2027, a partir das 19h, no Largo do Mercado Público; e o 2º Festival da Igualdade Racial, com a 1ª Corrida e Caminhada Malungo, nos dias 20, 21 e 22.   


Qualificação profissional

O ato também serviu para a apresentação de uma importante iniciativa: o Programa + Igualdade. Através dele e em parceria com o Senac, a Smir irá oferecer mais de 300 vagas em cursos profissionalizantes gratuitos para pessoas negras e maiores de 16 anos, com início das aulas em 2027.


Serão oferecidas 10 formações, com cargas horárias diversas, nas seguintes áreas: Doce e Salgados para Festas; Técnicas Básicas Panifcação; Técnicas de Tranças Afro;

  • Design de Sobrancelhas; Técnicas Avançadas Corte Masculino e Barba; Marketing

  • Digital e Redes Sociais; Informática Offce & Mobile; Edição e Finalização de Vídeo;

  • Técnicas de Churrasco e Outros Prep. na Brasa; e Atendimento receptivo para o Afro

  • Turismo.


Os critérios para a seleção dos candidatos, que receberão vale-transporte e lanche para os dias de aula, serão divulgados em edital em data oportuna. Conforme Domingues, a oferta de qualificação profissional é uma ação efetiva para a melhoria das condições de empregabilidade da população afrodescendente. “Tivemos o cuidado de avaliar cursos em áreas que têm necessidade de mão-de-obra, assim como em setores que têm atraído novos empreendedores, a juventude e também tem relação com a realidade local”.


Ao final, Domingues orientou a comunidade a acompanhar a divulgação das atividades programadas para o Novembro Negro através do site da Prefeitura, e das redes sociais da Prefeitura e da própria Smir (@smir.pel).


Festival tem programação ampliada em 2026

O Festival da Igualdade Racial chega à sua segunda edição com mais corpo, nos dias 20, 21 e 22 de novembro. Do evento em dia único em 2025, passa para uma programação ampliada e cheia de novidades. 


No dia da Consciência Negra e de Zumbi de Palmares, 20 de novembro, o evento já começa cedo, com a 1ª Corrida e Caminhada Malungo - eu não ando só. A atividade, não competitiva e gratuita, está com inscrições abertas até o dia 16/11, no link .


Malungo - eu não corro só

A corrida terá trajeto de 3 km e a caminhada 2 km, com os pontos de largada e chegada no Largo do Mercado, pela rua XV de Novembro. Na concentração, a Malungo contará com a sonorização do DJ Nenê Konfirmado, que vai ditar o ritmo do aquecimento dos atletas. No retorno, os participantes serão recebidos pelo samba do grupo Chão de Bambas.


Os shows artísticos ocorrerão sempre a partir das 18h, no Largo do Mercado Central, e são abertos ao público. Dificuldades logísticas impediram a participação do Grupo Bom Gosto no Festival. A nova atração será o Grupo Pirraça, do Rio de Janeiro.


A mudança causou algumas alterações nos dias de apresentação de algumas das atrações das atrações remanescentes. Confira, a seguir, a programação atualizada:


20/11

18h - Vagnotreta com o show Baile do Vag

19h45 - Dida Larruscain, com o show Afrobossa

21h30 - Grupo Pirraça


21/11

18h - Mano Rick

19h45 - Leh Moraes

21h30 - Amigos do Sereno


22/11

18h - Nicole Vieira e Banda

19h45 - Emerson Nunes

21h30 - Arlindinho Cruz


Cidade da Igualdade

A Cidade da Igualdade é um espaço no formato lounge, instalado na rua XV de Novembro, ao lado do Mercado Público. Nele, a Smir sediará palestras, rodas de conversa e a oficina de culinária afro-brasileira ministrada pelo Senac. 


Durante os três dias de programação, parceria da Smir com o curso de Gastronomia do Senac oferecerá oficinas de culinária afro-brasileira, acompanhadas da distribuição gratuita de porções dos pratos preparados durante a atividade aos participantes. A atividade transcorrerá das 16h30min às 18h e as inscrições acontecem no ato, por ordem de chegada. Serão oferecidas 50 vagas por dia. 


No dia 21, a Cidade da Igualdade contará com duas atividades - uma promovida pela Secretaria de Municipal de Políticas para as Mulheres (Smpm) e outra pela Secretaria Municipal de Igualdade Racial (Smir). No dia 22, será a vez da roda de conversa sobre a exposição Coleção Batuque aprisionada na Alemanha: uma restituição simbólica. Confira os detalhes dos eventos logo a seguir: 


21/11

Atividade da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres

10h às 10h45min: Roda de conversa “Saúde de Mulheres Negras na perspectiva do SUS - Dra Regina Nogueira/ Kota Mulanjy”


10h45min às 11h15min: Direitos das mulheres pelo Olhar das Defensoras Populares - Gilselene Meireles Ribeiro


11h15min às 12h45min: Roda de Samba com e para as Mulheres, organizada pela cantora Cristiane Gomes


14h às 16h - Roda de Conversa Carnaval e seus Desdobramentos

Atividade das secretarias municipais de Igualdade Racial e de Cultura 


Convidados: Doutora em História Daiane Molet; coordenador do Colegiado Setorial do Carnaval do Rio Grande do Sul, Vinícius Brito; pesquisador e ativista Luis Carlos Mattozo; diretora de Manifestações Culturais da Secretaria Municipal de Cultura, Renata Pinhati; Márcio Goulart (Diretor da Liga de Carnaval); mediação de Vanessa Veleda, presidente da Assecap.


22/11

15h às 16h: Roda de conversa “Coleção Batuque aprisionada na Alemanha: uma restituição simbólica”, com Vinicius Pereira de Oliveira, Doutor em História/UFRGS e professor do IFSUL)


Debate sobre a repatriação, renomeação e restituição de um conjunto de 67 objetos sagrados ligados à comunidade afrodescendente do Rio Grande do Sul, apreendidos pela polícia durante cerimônia de culto aos orixás durante a segunda metade do século XIX, vendidos e posteriormente doados ao Museu Etnológico de Berlim onde permanecem até hoje.


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