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Número de mulheres eleitas para o Congresso aumenta em 2026

há 9 horas
2 min de leitura

Câmara terá 109 deputadas e Senado contará com 18 mulheres na próxima legislatura, mas representação feminina ainda ficará abaixo de 25%


Por Assessoria de Imprensa

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A bancada feminina no Congresso Nacional será a maior da história a partir de 2027. Na Câmara dos Deputados, foram eleitas 109 mulheres em 2026, contra 90 em 2022, crescimento de 21%. No Senado, 12 mulheres conquistaram vagas entre as 54 cadeiras renovadas neste ano.


Apesar do aumento, as mulheres continuarão sendo minoria nas duas Casas. Na Câmara, elas representarão 21% dos 513 deputados. No Senado, a bancada feminina passará de 15 para 18 integrantes, o equivalente a 22,2% das 81 cadeiras.


Mais mulheres, menos candidatas

O crescimento ocorreu mesmo com a redução no número de mulheres que disputaram uma vaga na Câmara. Em 2022, foram 3.317 candidatas a deputada federal. Em 2026, o número caiu para 2.820.


Entre as federações, a formada por PT, PCdoB e PV foi a que elegeu mais mulheres, com 34 das 109 deputadas.


No Senado, o número de 12 eleitas é o maior desde a redemocratização. Em 2018, quando também houve renovação de dois terços da Casa, oito mulheres foram eleitas.

O Distrito Federal terá três senadoras, sendo duas eleitas neste ano e uma que já ocupa uma das cadeiras. O Piauí continua sendo o único Estado que nunca elegeu uma mulher para o Senado.


Representação não significa avanço nas pautas

O aumento da presença feminina no Congresso não implica, necessariamente, maior apoio a políticas voltadas às mulheres. A avaliação é da professora de Ciência Política da Universidade de Brasília Flávia Biroli.


Segundo ela, a ampliação da bancada feminina também aumenta a diversidade de posições políticas entre as parlamentares. Por isso, algumas podem defender propostas que não estejam alinhadas a pautas de igualdade de gênero.


Biroli cita como exemplo a senadora Bia Kicis, que votou contra a lei de igualdade salarial entre mulheres e homens.


Mulheres negras

A presença de mulheres negras também aumentou na Câmara. Levantamento da organização Mulheres Negras Decidem aponta que pelo menos 15 mulheres negras foram eleitas deputadas federais em 2026, número 66,6% superior ao registrado em 2022, quando foram eleitas nove.


Para Tainah Pereira, coordenadora política da organização, o resultado representa renovação da representação feminina e negra, especialmente pela presença de mulheres jovens.


No Senado, porém, nenhuma das 12 mulheres eleitas neste ano é negra. A senadora Eliziane Gama (PT), autodeclarada negra e atualmente representante do Maranhão, não conseguiu a reeleição.


Também não foram eleitas Mariana Silva (Rede), que disputou uma vaga por São Paulo, e Benedita da Silva (PT), candidata pelo Rio de Janeiro. Mariana foi senadora pelo Acre por dois mandatos, entre 1995 e 2011.


Benedita foi a primeira mulher negra eleita para o Senado, em 1998. Até hoje, apenas quatro mulheres negras ocuparam uma cadeira na Casa.

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