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MP investiga lavagem de dinheiro após compra de imóvel ligada a apenado em Pelotas

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Mandados de busca miram apartamento, servidora pública e construtora em nova fase de operação contra organização criminosa

Por JTR

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

*Com informações da Assessoria de Imprensa


O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) cumpriu, nesta segunda-feira (20), três mandados de busca e apreensão em Pelotas como parte de uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a uma organização criminosa que atua no Sul do Estado.


A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), é um desdobramento da chamada Operação Caixa-Forte e recebeu o nome de Operação Hibernação. O foco está na suspeita de ocultação de recursos ilícitos por meio da compra de bens, especialmente imóveis.


Segundo o órgão, os mandados foram cumpridos em um apartamento avaliado em cerca de R$ 500 mil, na residência de uma servidora pública estadual e na sede de uma construtora. Ao menos três pessoas são investigadas.


De acordo com o promotor Rogério Meirelles Caldas, documentos apreendidos em etapas anteriores da investigação indicam que o imóvel foi adquirido ainda na planta em nome da servidora. A suspeita é de que o bem tenha sido usado para ocultar dinheiro de origem criminosa e beneficiar familiares de um dos líderes do grupo.


As apurações apontam que o esquema estaria ligado ao núcleo financeiro de um apenado já condenado por associação ao tráfico de drogas. Ele acumula condenações por crimes como homicídio qualificado e posse de arma de uso restrito, com penas que somam cerca de 20 anos de reclusão.


A Operação Caixa-Forte teve início em 2023, com foco no combate ao tráfico de drogas e à entrada de ilícitos no presídio regional de Pelotas. Na segunda fase, em 2024, as investigações avançaram sobre a estrutura financeira da organização, incluindo a ocultação de patrimônio.


O MPRS afirma que novas diligências não estão descartadas e que a apuração sobre possíveis casos de lavagem de dinheiro relacionados ao grupo segue em andamento.



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