Leite defende em Brasília uso do pré-sal para refinanciar dívidas do agro
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Governador articula apoio no Senado a projeto que prevê uso do fundo social para socorrer produtores afetados por estiagens e enchentes
Por JTR

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), esteve em Brasília nesta terça-feira (7) para defender, no Congresso Nacional, a aprovação do Projeto de Lei 5.122, que autoriza o uso de recursos do fundo social do pré-sal para refinanciar dívidas de produtores rurais afetados por calamidades.
A proposta é apresentada como alternativa para amenizar os impactos acumulados por eventos climáticos extremos no Estado. Nos últimos seis anos, o RS enfrentou quatro estiagens severas, além das enchentes registradas em 2023 e 2024, que comprometeram a produção agrícola e elevaram o nível de endividamento no campo.
De acordo com estimativas da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), entre 2020 e 2025 houve perda de 48,6 milhões de toneladas de grãos. O prejuízo financeiro ao agronegócio gaúcho é calculado em R$ 126,3 bilhões — valor superior à metade do PIB anual do Estado.
Durante a agenda, Leite se reuniu com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a quem apresentou argumentos em favor do projeto e buscou apoio político. Segundo o governador, a parlamentar tem atuação relevante na pauta do agronegócio e pode contribuir para o avanço da proposta.
O governador também se encontrou com o senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde o projeto tramita atualmente. Na reunião, solicitou a designação de um relator e o encaminhamento da matéria ao plenário do Senado.
Leite afirmou que o projeto representa uma alternativa “financeiramente sustentável” e compatível com a responsabilidade fiscal. “Apontamos um caminho factível para atender o agro gaúcho e brasileiro”, disse.
Ainda em Brasília, o governador tratou do tema com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. Ele cobrou maior engajamento do governo federal na pauta e afirmou que seguirá pressionando por avanços na tramitação.
“Vamos seguir insistindo para que o governo federal compreenda a dimensão das perdas e contribua para uma solução”, afirmou.



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