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Justiça torna réu homem acusado de matar pai e irmão da ex-companheira em Chuvisca

há 12 horas
2 min de leitura

Arnildo Schmegel Klumb, 56 anos, e o filho, Davi Artur, 17, foram assassinados a tiros.Divulgação / Funerária Bom Pastor

Fábio Bierhals Tavares, de 29 anos, responderá por vicaricídio e homicídio qualificado após o assassinato de Arnildo Klumb, de 56 anos, e Davi Klumb, de 17.


A Justiça aceitou, na terça-feira (20), a denúncia contra Fábio Bierhals Tavares, de 29 anos, acusado de matar o pai e o irmão da ex-companheira em Chuvisca, no sul do Rio Grande do Sul. Com a decisão, ele se tornou réu pelos crimes de vicaricídio e homicídio qualificado. O acusado está preso no Presídio Estadual de Camaquã.


As vítimas foram identificadas como Arnildo Schmegel Klumb, de 56 anos, e Davi Artur Klug Klumb, de 17. Os dois foram mortos a tiros na madrugada de 9 de outubro, em uma propriedade rural da família, na localidade de São Brás, a cerca de 10 quilômetros do centro do município.


Crime teria sido motivado pelo fim do relacionamento

De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o acusado manteve um relacionamento de aproximadamente seis anos com a filha e irmã das vítimas. A separação havia ocorrido cerca de um mês antes dos assassinatos, e ele não aceitava o término.


Conforme a denúncia, o homem teria rendido o ex-sogro e o ex-cunhado e disparado contra os dois com o objetivo de provocar sofrimento à ex-companheira. O promotor de Justiça Lucas Codeceira classificou os crimes como extremamente violentos e afirmou que as mortes teriam sido uma forma de punição à mulher.


Segundo as informações do caso, o próprio suspeito acionou a Brigada Militar e relatou ter cometido os assassinatos. Ele foi preso em flagrante na mesma localidade, e a prisão foi posteriormente convertida em preventiva.


Entenda a acusação de vicaricídio

O vicaricídio é caracterizado pelo assassinato de uma pessoa próxima de uma mulher com a finalidade de causar sofrimento, puni-la ou exercer controle sobre ela, no contexto de violência doméstica e familiar.


A acusação de vicaricídio se refere à morte de Arnildo, pai da ex-companheira. Já a morte de Davi, irmão dela, foi enquadrada como homicídio qualificado, pois a legislação delimita quais relações familiares podem ser abrangidas pelo crime de vicaricídio.


Os dois crimes são de competência do Tribunal do Júri. No entanto, a aceitação da denúncia não significa que o acusado já tenha sido condenado. O processo seguirá com a produção de provas, a oitiva de testemunhas e o interrogatório do réu. Posteriormente, a Justiça decidirá se ele será levado a julgamento pelo júri popular.

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