Hotel Manta é arrematado por R$ 18 milhões em leilão judicial em Pelotas

Divulgação / Giancarlo Peterlongo Leilões
Prédio foi adquirido por empresa gaúcha após disputa de 165 lances. Já o Tourist Parque Hotel não recebeu propostas e terá nova tentativa de venda em 28 de outubro.
O prédio do Hotel Manta, localizado no Centro de Pelotas, foi arrematado por R$ 18,096 milhões em leilão judicial realizado na quarta-feira (21). A venda ocorreu na segunda tentativa de negociação do imóvel, após o primeiro leilão terminar sem interessados.
O comprador é a empresa VLS, do Rio Grande do Sul. Conforme as informações divulgadas, a disputa durou cerca de uma hora e 40 minutos e registrou 165 lances, com ofertas iniciadas em aproximadamente R$ 9,07 milhões. A identidade do grupo empresarial não foi detalhada inicialmente, mas a reportagem do GZH apurou que se trata de uma empresa de Santa Cruz do Sul com atuação em diferentes áreas.
Hotel tem 108 apartamentos e estrutura para eventos
Fundado em 1957, o Hotel Manta ocupava um prédio de 19 pavimentos na Rua General Neto, na região central da cidade. A estrutura conta com cerca de 5,7 mil metros quadrados, 108 apartamentos, espaços para eventos, piscina, heliponto e estacionamento no subsolo. O lote também inclui móveis, utensílios e equipamentos que permaneceram no estabelecimento.
O hotel encerrou as atividades em maio deste ano, após a Justiça decretar a falência do grupo empresarial responsável pela operação. Cerca de 40 trabalhadores foram afetados pelo fechamento.
O valor arrecadado com a venda será destinado ao pagamento das dívidas da massa falida, seguindo a ordem legal de preferência dos credores, que prioriza os créditos trabalhistas.
Tourist Parque Hotel segue sem comprador
Diferentemente do Manta, o Tourist Parque Hotel, localizado às margens da BR-116, em Pelotas, não recebeu propostas na segunda rodada do leilão. O imóvel foi ofertado pelo lance mínimo de R$ 4,656 milhões.
Uma nova tentativa de venda está prevista para o dia 28 de outubro. A propriedade possui cerca de sete hectares, mais de 6,2 mil metros quadrados de área construída, 73 apartamentos, três suítes e seis cabanas.
A venda dos dois empreendimentos faz parte do processo judicial de falência, e os recursos obtidos deverão contribuir para quitar as obrigações financeiras pendentes, incluindo as dívidas trabalhistas.



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