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Helicópteros se chocam no ar no Rio e seis morrem: o que se sabe sobre acidente

  • há 6 horas
  • 4 min de leitura

Entre as vítimas está o cantor norte-americano Oliver Tree. FAB e Anac informam que investigam as causas do acidente


Por G1

Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

Uma colisão e queda de 2 helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, causou a morte de 6 pessoas neste domingo (14).


O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 para a ocorrência. As aeronaves caíram no terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD.


Entre os mortos estão o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi, ambos com pelo menos 2 milhões de seguidores.


Como foi o acidente?

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 para a ocorrência. Segundo testemunhas, as aeronaves se chocaram no ar e caíram em um pátio repleto de carros estacionados no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste.


O helicóptero que levava Oliver, Gaspi e os produtores, um Eurocopter AS 350 B2, modelo conhecido como Esquilo, explodiu ao atingir o solo. As chamas se alastraram pelos veículos elétricos, o que causou mais explosões. A coluna de fumaça podia ser vista a quilômetros de distância.


O outro, um Bell 206B, não pegou fogo e caiu com o trem de pouso para o alto. O piloto morreu preso às ferragens.


O terreno pertencia a uma igreja abandonada e havia sido alugado pela montadora BYD. O espaço ocupa o quarteirão da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.


Quais as aeronaves envolvidas no acidente?

As aeronaves eram um Eurocopter AS 350 B2 e Bell Helicopter 206B.


Segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Eurocopter foi fabricado em 2012. Conhecido no Brasil como Esquilo, o modelo está entre os helicópteros mais utilizados no país visando atividades que vão desde o transporte executivo até operações de segurança pública, resgate e apoio aéreo.


A aeronave tinha capacidade para transportar até cinco passageiros, além do piloto.

Já o Bell 206B foi fabricado em 1999. Bastante popular em operações civis ao redor do mundo, o modelo é utilizado principalmente para transporte de passageiros, voos turísticos, treinamento de pilotos e serviços aéreos privados.


Segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave tinha capacidade para transportar até quatro passageiros, além do piloto.


Onde as aeronaves caíram após a colisão no ar?

As aeronaves caíram no terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela montadora BYD.


Moradores do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, relataram uma série de explosões e muito fogo.


O incêndio se concentrava no alugado pela BYD no quarteirão da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.


A pista lateral da Avenida das Américas no trecho foi fechada para o socorro.


As vítimas são:

Helicóptero PP-MAC

  • Alexandre Souza, piloto da aeronave;

  • Gaspar Prim, o Gaspi, youtuber argentino;

  • Lucas Brito Chaves, o Lucas Frota, produtor musical brasileiro;

  • Lucas Vignale, diretor de videoclipes argentino;

  • Nickel Oliver Tree, cantor e produtor americano.


Helicóptero PR-DJJ

  • Charles Marsillac, piloto.


Existe alguma linha de investigação sobre a causa do acidente?

Até a conclusão desta reportagem, ainda não há detalhes sobre o que teria causado o acidente entre os helicópteros.


O que dizem as autoridades aéreas?

Em nota oficial, a FAB disse que a investigação será feita pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).


A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou que está apurando a situação das aeronaves e pilotos envolvidos no caso.


Nota do Cenipa

“A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informa que, neste domingo (14), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3), com sede no Rio de Janeiro–RJ, foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro–RJ.


Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.”


Nota da Anac

"A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que tomou ciência do acidente aéreo, envolvendo dois helicópteros, hoje, 14 de junho, no Rio de Janeiro, e está apurando a situação das aeronaves e pilotos envolvidos no caso. As investigações sobre as causas, por sua vez, serão conduzidas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).


A Anac lamenta o ocorrido, se solidariza com familiares e amigos das vítimas e reitera a todos os passageiros de voos da chamada aviação geral que verifiquem a situação de empresas e aeronaves antes do embarque. Essa checagem pode ser feita na plataforma Voe Seguro. A Agência destaca ainda que o transporte ilegal de passageiros é crime e coloca vidas em risco."


Quem eram os donos dos helicópteros?

O helicóptero PR-DJJ, que estava apenas com o piloto Charles Marsillac, tem como proprietário Mauricio da Cunha e Silva Espindola Dias. A informação é da Anac.

Já o proprietário do helicóptero PP-MAC era Oswaldo de Luca Filho. Ele já foi autuado pela Anac em julho de 2025 pois teria recusado exibir livros, documentos contábeis, informações ou estatísticas aos agentes da fiscalização.


Os agentes ponderaram que, por ser a primeira notificação, a multa aplicada ficou nos patamares mínimos, de R$ 8 mil.


A reportagem tentou contato com a defesa de Oswaldo de Luca Filho. O nome do proprietário da aeronave não está na lista de vítimas identificadas no acidente.

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