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Governo federal cria Parque Nacional Marinho e APA do Albardão no litoral sul do RS

  • há 18 horas
  • 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na sexta-feira (6) decreto que cria duas novas unidades de conservação federais no litoral sul do Rio Grande do Sul: o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, localizadas no município de Santa Vitória do Palmar.


A iniciativa foi conduzida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Segundo os órgãos federais, a medida tem como objetivo proteger uma das áreas mais importantes para a biodiversidade marinha do Atlântico Sul e contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas e da perda global de espécies.


De acordo com o decreto, a soma da área formada pelo parque, sua zona de amortecimento e a APA do Albardão totaliza 1.618.488 hectares, tornando-se uma das maiores áreas de conservação marinha do Brasil.


Proteção da biodiversidade

A região do Albardão abriga ecossistemas costeiros e marinhos considerados estratégicos para a preservação da fauna e da flora. O território funciona como área de alimentação, reprodução e desenvolvimento de diversas espécies ameaçadas.


Entre os animais que utilizam a região estão a toninha, considerada o golfinho mais ameaçado do Atlântico Sul Ocidental, além de tartarugas marinhas, tubarões, raias e diversas aves migratórias. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a criação das unidades de conservação é resultado de estudos técnicos e diálogo com diferentes setores.

“Há por trás dessa medida estudos científicos, escuta pública, articulação entre instituições e empenho de servidores, pesquisadores e cidadãos comprometidos com a conservação da biodiversidade e a defesa do interesse público”, afirmou.


Área estratégica para aves migratórias

O litoral sul do Rio Grande do Sul está localizado na chamada rota atlântica das Américas, que conecta o Ártico canadense e o Alasca ao extremo sul do continente.

Durante a migração, milhares de aves percorrem grandes distâncias e utilizam áreas como o Albardão como pontos de descanso e alimentação, consumindo invertebrados e pequenos crustáceos antes de seguir viagem.

Além da riqueza natural, o Albardão também abriga concheiros e sítios arqueológicos, considerados patrimônios de grande valor científico e histórico.


Importância ambiental

Para o governo federal, a criação do Parque Nacional Marinho e da APA do Albardão representa um passo importante para:


▪︎preservar habitats marinhos e ▪︎costeiros;

▪︎proteger espécies ameaçadas;

▪︎fortalecer a conservação da ▪︎biodiversidade;

▪︎contribuir para políticas de combate às mudanças climáticas.


Com a nova medida, a região do Albardão passa a contar com um modelo de proteção ambiental ampliado, combinando áreas de preservação integral e de uso sustentável.


Agência Brasil

Foto: Reprodução

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