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Golpes na venda de gado preocupam produtores no RS

  • Foto do escritor: Rádio Tupanci
    Rádio Tupanci
  • 24 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Golpes aplicados em leilões e vendas pela internet de gado no RS deixam produtores rurais em alerta: em Pinheiro Machado, um estelionatário participou de um leilão virtual e arrematou um lote de 20 cabeças por R$ 100 mil.


Os animais foram levados a Soledade, na Região Norte, para o suposto comprador. O pagamento, no entanto, nunca foi efetivado.


O caso é apurado pela Divisão de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Dicrab), que em agosto cumpriu mandados em Ibirapuitã, Nicolau Vergueiro e Passo Fundo.


Segundo a polícia, os criminosos fazem cadastros em nome de produtores rurais legalizados, inserindo os dados no sistema da Secretaria da Agricultura, que não conseguiu detectar a falsidade. O leiloeiro responsável relatou que, um dia antes do remate, o suposto comprador ligou para o escritório e cadastrou dados de um produtor rural da cidade de Alecrim.


Em outra modalidade da fraude, estelionatários clonam anúncios e republicam as ofertas como se fossem proprietários do rebanho. Em Montenegro, um produtor quase foi enganado. Os suspeitos chegam até a levar as vítimas para propriedades reais, apresentando rebanhos de terceiros como se fossem seus. A reportagem conversou por telefone com um dos golpistas, que descreveu o “procedimento” da venda.


Os novos casos de estelionato trazem à memória um episódio ocorrido em 2021, na Região Central do estado, quando um grupo teria causado prejuízos de cerca de R$ 30 milhões a 70 vítimas. Na época, pecuaristas perderam rebanhos inteiros e até hoje aguardam ressarcimento. As investigações apontaram suspeita de envolvimento de um servidor público. Guilherme Siega Figueiredo, funcionário da Inspetoria Veterinária de Formigueiro, teria lançado registros fraudulentos na ficha de um produtor investigado.


A Secretaria da Agricultura informou que abriu processo administrativo. O servidor foi afastado preventivamente, mas segue recebendo salário por determinação judicial. Ele preferiu não se manifestar. Já o Tribunal de Justiça declarou que “não é possível divulgar detalhes das decisões” porque o processo corre em segredo de Justiça, mas confirmou que audiências foram realizadas e outras ainda estão previstas para ouvir testemunhas e vítimas.


Fonte: Giovani Grizzoti - G1/RS



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