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Funcionários de empresa credenciada ao Detran são suspeitos de falsificar placas de veículos em Pelotas

  • 22 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Apuração aponta que peças dadas como inutilizadas no sistema eram repassadas a criminosos; duas estampadoras foram alvo de operação


Por GZH Zona Sul

Foto: Divulgação / Polícia Civil
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Funcionários de empresa credenciada ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) são investigados por suspeita de envolvimento em um esquema de falsificação de placas de veículos em Pelotas, no sul do Estado. A Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (22) em uma estampadora de placas, no Centro, em um escritório de despachante e nas residências de sócios e de uma funcionária. 


Segundo a investigação, placas dadas como inutilizadas por erro de estampa — procedimento comum quando há falha na combinação de letras ou números — eram desviadas em vez de destruídas, como determina a norma. As placas irregulares eram repassadas a criminosos para dificultar a identificação de veículos usados em crimes.

O rastreamento foi possível graças ao QR Code presente nas placas do modelo Mercosul, que permitiu identificar o local de produção. 


— Quando uma placa está errada, a pessoa responsável deveria cortar esse QR Code e descartar a peça. Mas eles não estavam fazendo isso. Estavam fabricando placas com numeração incorreta de propósito e entregando a criminosos — explicou o delegado Rafael Lopes, responsável pelo caso.


O esquema foi descoberto a partir de outra investigação que apurava roubos a residências. Veículos usados nos crimes eram oriundos de furtos ou roubos anteriores e circulavam com placas falsas. Após a apreensão de dois veículos envolvidos, as investigações avançaram até as estampadoras.


Até o momento, foram apreendidas quatro placas irregulares, vinculadas a uma caminhonete e a um automóvel. A polícia não descarta que motocicletas e caminhões também possam ter sido beneficiados pelo esquema, nem que as placas falsas tenham sido usadas para outros crimes.


A principal suspeita recai sobre funcionários, mas a Polícia Civil ainda apura quantas pessoas participaram do esquema e o valor movimentado. 


Em nota, o Detran informou que a Corregedoria está adotando medidas cabíveis, incluindo a suspensão cautelar das atividades das empresas e dos envolvidos.


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