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Fenômeno eleitoral em Pelotas: Lula (PT) e Zucco (PL) praticamente empatam, com 47,10% e 47,12% dos votos

há 10 horas
2 min de leitura

De partidos opostos, o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador eleito Luciano Zucco (PL) protagonizam um empate histórico em Pelotas, quarto maior colégio eleitoral do Rio Grande do Sul


Por jean Pierre Knepper

Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

Pelotas apresentou um resultado que chama atenção no primeiro turno das Eleições 2026. Em um cenário de forte polarização política, o eleitorado da cidade mostrou um comportamento diferente daquele observado no restante do Rio Grande do Sul.


Na disputa pela Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o candidato mais votado em Pelotas, com 47,10% dos votos válidos. Já na eleição para o governo do Estado, Luciano Zucco (PL) liderou na cidade com 47,12%. A diferença entre os dois percentuais é de apenas 0,02 ponto percentual.


O resultado fica ainda mais curioso quando se olha para a segunda colocada na disputa estadual. Juliana Brizola (PDT), candidata que recebeu o apoio de Lula na eleição para o governo gaúcho, teve 42,83% dos votos em Pelotas, apenas 4,29 pontos percentuais atrás de Zucco.


No resultado estadual, entretanto, o cenário foi bem diferente. Zucco foi eleito governador no primeiro turno com 58,05% dos votos válidos, enquanto Juliana Brizola ficou com 31,65%.


Ou seja, Pelotas deu a Lula uma votação praticamente idêntica àquela obtida por Zucco, mas não repetiu a mesma proporção na disputa pelo governo. Juliana teve na cidade um desempenho significativamente superior ao registrado no conjunto do Estado.


É justamente essa diferença que transforma o resultado pelotense em um dado interessante para análise. Se a votação presidencial e a votação para governador fossem determinadas apenas pela identificação partidária ou pela polarização nacional, seria esperado um comportamento mais semelhante entre as duas disputas. Mas não foi o que aconteceu.


O eleitor que escolheu Lula para a Presidência não necessariamente repetiu a mesma escolha no governo estadual. Da mesma forma, a votação de Zucco em Pelotas ficou muito abaixo do percentual alcançado pelo candidato no Estado.


Seria esse um indicativo de que parte do eleitorado pelotense faz uma escolha mais individualizada para cada cargo? O eleitor de Pelotas está votando pelo partido, pela ideologia ou pelo candidato?


O resultado do primeiro turno não permite responder sozinho a essas perguntas. Mas os números mostram que a cidade apresentou um comportamento próprio dentro de uma eleição marcada pela polarização, e que merece ser observado com atenção.

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