Ex-diretor da Penitenciária de Rio Grande é condenado e Operação PERG soma 175 anos em penas
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Penas aplicadas exclusivamente ao ex-diretor somam 85 anos e 17 dias de reclusão, além da perda do cargo público
Por Assessoria de Imprensa

Com a condenação de um ex-policial penal e ex-diretor da Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG) a 15 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, nesta terça-feira (4), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do 10º Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), divulgou o balanço final da Operação PERG. Principal alvo da investigação, o ex-diretor foi condenado em sete processos por corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, ingresso de celulares em presídio e crimes relacionados a armas e munições. As penas aplicadas exclusivamente a ele somam 85 anos e 17 dias de reclusão, além da perda do cargo público.
Conforme o coordenador do 10º Núcleo Regional do GAECO, Rogério Meirelles Caldas, as investigações apontaram que a estrutura da PERG era utilizada para a prática de diversos crimes. Além do ex-diretor, a segunda fase da operação também resultou na condenação de outros seis envolvidos por corrupção ativa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e ingresso de celulares em presídio.
As penas aplicadas a esse grupo somam 90 anos, dois meses e seis dias de reclusão. Com a conclusão das ações penais, as duas fases da Operação PERG resultaram em sete condenados, penas que totalizam 175 anos, dois meses e 23 dias de reclusão, três decretos de perda de cargo público, o confisco de cinco veículos e R$ 1,34 milhão em bens confiscados.
Operação PERG
A Operação PERG foi deflagrada pelo GAECO em dezembro de 2022, na Penitenciária Estadual de Rio Grande, para investigar uma associação criminosa ligada ao tráfico de drogas e ao ingresso de celulares e outros materiais ilícitos no presídio, inclusive com o uso de drones. As apurações indicaram que o grupo mantinha atividades criminosas a partir da unidade prisional e contribuía para o aumento da violência na região.
Em julho de 2023, a Operação PERG II aprofundou as investigações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e ingresso de celulares no presídio, alcançando agentes públicos e integrantes da organização criminosa. Os investigados — entre eles, dois policiais penais — também levavam celulares, drogas e dinheiro para dentro da casa prisional. Um dos agentes era diretor da PERG e foi preso preventivamente durante o expediente. O grupo é apontado como um braço da facção criminosa que dominava o comércio de botijões de gás em Rio Grande.



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