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EUA propõem tarifas adicionais para 60 países, incluindo o Brasil

  • há 4 horas
  • 1 min de leitura

Medida é justificada por supostas falhas no combate ao trabalho forçado e pode elevar em 12,5% as tarifas sobre produtos brasileiros


Por Agência Brasil

Foto: Jim Bourg
Foto: Jim Bourg

O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou a proposta de aplicação de tarifas adicionais sobre importações provenientes de 60 países, entre eles o Brasil. A medida é justificada por supostas falhas dos países investigados no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado, o que, segundo o órgão norte-americano, prejudica o comércio dos Estados Unidos.


A proposta prevê uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. Outros 44 países também foram incluídos nessa mesma categoria. Já Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia, Taiwan e Reino Unido poderão ser alvo de uma sobretaxa de 10%.


A iniciativa tem como base investigações conduzidas no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974. O mecanismo permite que o governo norte-americano investigue e adote medidas de retaliação contra países que considere responsáveis por práticas comerciais ou regulatórias injustas ou prejudiciais aos interesses econômicos dos EUA.


Segundo o USTR, a proposta também faz parte dos esforços do governo do presidente Donald Trump para restabelecer tarifas de emergência que haviam sido anuladas pela Suprema Corte dos Estados Unidos em fevereiro deste ano.


O órgão informou que receberá manifestações públicas sobre a proposta até o dia 6 de julho. Uma audiência pública para discutir o tema está marcada para 7 de julho.

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