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Entidades gaúchas detalham impactos e ações na cadeia orizícola em Porto Alegre (RS)

  • Foto do escritor: Jean Pierre Knepper
    Jean Pierre Knepper
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

A reunião aconteceu na última quinta-feira (5) na capital


Por Redação

Foto: Divulgação Farsul
Foto: Divulgação Farsul

Representantes de entidades ligadas à cadeia produtiva do arroz no Rio Grande do Sul reuniram-se para discutir os principais impactos enfrentados pelo setor e alinhar ações conjuntas diante do atual cenário de crise que afeta produtores, indústrias e o mercado como um todo.


O encontro contou com a participação de lideranças da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) e de representantes da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação. Na pauta, estiveram temas como a queda nos preços do arroz, o excesso de oferta no mercado e as dificuldades de comercialização enfrentadas pelos produtores.


Durante a reunião, foram apresentadas ações estratégicas de curto e médio prazo para amenizar os efeitos da crise. Entre as propostas estão a recomendação de redução da área plantada na próxima safra, medidas para melhorar o escoamento da produção, estímulo às exportações e a busca por maior competitividade do arroz gaúcho frente ao produto importado.


Também foram debatidas alternativas relacionadas à gestão financeira do setor, como a flexibilização de prazos de pagamento de Cédulas de Produto Rural (CPRs), ajustes nas linhas de custeio agrícola e a necessidade de maior rigor na comercialização do arroz dentro das especificações legais, especialmente quanto à rotulagem e embalagem.


As lideranças do setor destacaram que o momento é um dos mais delicados dos últimos anos, marcado por custos elevados de produção, juros altos e forte pressão internacional sobre os preços. A entrada de novos grandes produtores no mercado global e as assimetrias comerciais no Mercosul foram apontadas como fatores que afetam diretamente a competitividade do arroz produzido no Rio Grande do Sul.


Outro ponto de atenção é a concentração das vendas no primeiro semestre, o que pode agravar ainda mais o cenário de preços baixos caso não haja uma melhor organização do fluxo de comercialização. As entidades reforçaram a importância do diálogo com o poder público e instituições financeiras para a construção de soluções que garantam a sustentabilidade da cadeia produtiva.


O Rio Grande do Sul é responsável por grande parte da produção nacional de arroz, o que torna o fortalecimento do setor estratégico para a economia estadual. As entidades afirmam que a união de esforços e a adoção de medidas coordenadas são fundamentais para preservar a atividade, assegurar renda aos produtores e manter a competitividade do arroz gaúcho no mercado interno e externo.

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