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Edegar Pretto será vice de Juliana Brizola

  • 16 de abr.
  • 4 min de leitura

Posição foi anunciada pelo petista no início da manhã desta quinta-feira (16) em carta aberta


Por Redação

Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom / ABR / CP
Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom / ABR / CP

O petista Edegar Pretto confirmou, na manhã desta quinta-feira (16), por meio de carta aberta, que aceitou o convite para ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Juliana Brizola, pré-candidata ao governo do Estado pelo PDT. A decisão foi tomada uma semana após a intervenção do diretório nacional do PT na pré-candidatura de Pretto, que orientou a formação de aliança com o PDT na disputa pelo Palácio Piratini.


Leia a nota na integra

Carta aberta aos companheiros e companheiras do PT Gaúcho

Ao longo dos últimos meses, construímos um movimento político potente, lastreado no

diálogo e em objetivos programáticos claros, comprometido com a democracia, com a

soberania nacional e com a necessidade de apresentar um novo projeto para o Rio

Grande do Sul.


Desde o início desse processo, estabelecemos uma prioridade clara e inegociável: a

reeleição do presidente Lula. Não apenas pela necessidade de vencer uma disputa

eleitoral, mas para garantir a continuidade de um projeto que devolveu esperança ao

povo brasileiro, reposicionou o Brasil no cenário internacional e representa, hoje, uma

das principais referências de equilíbrio em um mundo marcado por instabilidade e

ameaças às soberanias dos países emergentes.


Foi esse o alicerce que deu base sólida à constituição de uma frente política, reunindo partidos e lideranças comprometidos com a democracia, com a justiça social e com um

novo projeto de desenvolvimento para o nosso estado. Uma construção que mobilizou

nossa base social, percorreu todas as regiões e deu voz ao povo gaúcho por meio de um processo participativo, com a Caravana Levanta Rio Grande.


Essa caminhada nos trouxe até aqui. E é justamente por respeitar essa construção, por

reconhecer sua força e seu significado político, que tomo a decisão que agora

compartilho com vocês.


Depois de inúmeras conversas com lideranças partidárias, bancadas estadual e federal,

organizações populares, com as nossas referências do PT gaúcho — Olívio, Raul e Tarso

— e, mais recentemente, a partir da orientação do Diretório Estadual do PT do Rio Grande do Sul, do pedido do presidente Lula e do nosso presidente nacional, Edinho Silva, em Brasília, bem como dos partidos que compõem a nossa frente política, aceito a

tarefa de ser candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul, na chapa com a candidata Juliana Brizola. Faço isso sem abrir mão de nenhuma das convicções que construí ao longo da minha trajetória. Ao contrário: as reafirmo com ainda mais firmeza.


Assumo essa posição com um papel muito claro: contribuir para que essa candidatura

alcance densidade política, tenha alinhamento programático e expresse, de forma clara,

o compromisso com o campo progressista.


Minha missão será, também, ajudar a construir, a partir dessa candidatura, um palanque forte e autêntico do presidente Lula no Rio Grande do Sul — um palanque que vá além do momento eleitoral, que dialogue com a sociedade, defenda o governo Lula e aponte caminhos concretos para o desenvolvimento do estado e do Brasil.


Ao longo de quase 40 anos de militância no Partido dos Trabalhadores, aprendi que,

acima de qualquer projeto individual, está o compromisso coletivo. Assumo a

responsabilidade de ajudar a construir a mais ampla unidade possível do nosso campo,

com PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede Sustentabilidade e, agora, o PDT. E seguiremos

dialogando com outras forças que ainda avaliam seu posicionamento neste processo

eleitoral.


Vamos ampliar essa frente com respeito às diferenças, mas com foco naquilo que nos

une: a defesa da democracia, a reeleição do presidente Lula e a construção de um novo

projeto para o Rio Grande do Sul.


Quero reafirmar com toda clareza: a prioridade nacional jamais significará tratar o Rio

Grande do Sul como secundário.


Nosso estado vive há mais de uma década sob a condução de um projeto marcado pela

ausência do Estado na vida das pessoas e nos setores estratégicos da nossa economia.

Esse modelo se mostrou incapaz de enfrentar desafios centrais, como a crise climática, e contribuiu para a estagnação da nossa economia, que cresce abaixo da média nacional e dos demais estados da região Sul. Ao mesmo tempo, os serviços essenciais pioraram, especialmente na Saúde, na Educação e na Segurança Pública, tendo reflexo,

principalmente, nos índices alarmantes de feminicídios.


Por isso, toda a construção realizada até aqui — o diálogo com a sociedade, a escuta

ativa e o acúmulo programático — não será desperdiçada. Ela será a base do projeto

que apresentaremos ao povo gaúcho, agora com uma aliança ainda mais ampla.


Da mesma forma, estaremos mobilizados para eleger grandes bancadas na Assembleia

Legislativa e na Câmara dos Deputados. Temos, ainda, a oportunidade de eleger Paulo

Pimenta e Manuela D’Ávila como senadores, duas lideranças à altura dos desafios do

país e da tarefa de representar o Rio Grande do Sul no Congresso Nacional.


Ao encaminhar esta carta, coloco-me à disposição do partido para formalizarmos a

constituição da chapa com a pré-candidata ao governo estadual, Juliana Brizola. Tenho

convicção de que construiremos uma relação de respeito e colaboração, como a que

tivemos no período em que atuamos juntos na Assembleia Legislativa, inclusive na Mesa Diretora, quando tive a honra de presidir o Parlamento gaúcho. Estou certo de que saberemos representar essa frente política com responsabilidade e apresentar ao povo gaúcho o melhor projeto para o futuro do estado.


É tempo de responsabilidade, de unidade e de compromisso com o futuro.


Seguiremos juntos, com a mesma disposição e a mesma convicção de que é possível

construir um novo tempo para o Rio Grande do Sul e avançar nas conquistas do Brasil

com o presidente Lula.


Em frente.

Edegar Pretto



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