Câmara de Pelotas vota nesta quarta suspensão de 60 dias da vereadora Fernanda Miranda
- Jean Pierre Knepper
- 31 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
A votação ocorre na última sessão legislativa de 2025
Por Redação/JTR

A Câmara de Vereadores de Pelotas confirmou para esta quarta-feira (31), a partir das 14h, a votação em plenário do relatório da Comissão de Ética que recomenda a suspensão do mandato da vereadora Fernanda Miranda (PSOL) por 60 dias. A deliberação ocorrerá em pauta única, após o cumprimento do prazo regimental mínimo de 48 horas para comunicação aos parlamentares.
Relembre o caso
A Comissão de Ética da Câmara aprovou, na noite de segunda-feira (22), por oito votos a um, o relatório que recomenda a suspensão do mandato de Fernanda Miranda por 60 dias. A proposta foi apresentada pelo relator do processo, vereador Marcos Ferreira, o Marcola (União), atual secretário municipal de Habitação.
O processo teve origem em um episódio ocorrido durante um evento de Carnaval, em março de 2025, quando a vereadora foi abordada por policiais e encontrada com dois cigarros de maconha na bolsa. Durante a apuração, Fernanda reconheceu a posse da substância, mas negou ter feito uso em via pública. Em sua defesa, sustenta que a posse de pequena quantidade não configura crime e afirma ser alvo de perseguição política.
A sessão da Comissão de Ética foi acompanhada por dezenas de apoiadores da parlamentar, que defenderam o arquivamento do processo, além de opositores. Segundo a Câmara, o plenário atingiu sua lotação máxima.
Votaram a favor da suspensão os vereadores Marcelo Bagé (PL), Daniel Fonseca (PSD), Marcelo Fonseca (União), Paulo Coitinho (Cidadania), Tauã Ney (PSDB), Michel Promove (PP), Éder Blank (PSD) e César Brisolara (PSB). O único voto contrário foi do vereador Ronaldo Quadrado (PT).
Para que a suspensão seja confirmada em plenário, será necessária maioria absoluta: ao menos 11 votos entre os 21 vereadores.
Reação da vereadora
Após a aprovação do relatório, Fernanda Miranda se manifestou nas redes sociais com críticas ao processo. A parlamentar classificou a decisão como “covarde” e “hipócrita” e afirmou que seguirá mobilizada para barrar a suspensão em plenário.
Em nota oficial, o mandato reiterou que considera a recomendação “injusta e desproporcional”, argumentando que o episódio que motivou o processo ocorreu fora da atividade parlamentar e não configura crime. A defesa também aponta tratamento desigual em relação a outros casos em tramitação na Comissão de Ética e sustenta que o processo representa uma tentativa de desgaste político e silenciamento de um mandato de esquerda.
A votação em plenário, marcada para esta quarta-feira, deve definir os próximos desdobramentos de um processo que já se estende por mais de oito meses e tem provocado intensos embates políticos na Câmara de Pelotas.





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