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Copom decide taxa Selic em meio a pressão inflacionária e cenário internacional

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Mercado projeta nova queda dos juros, mesmo com impacto da guerra no preço dos combustíveis

Por JTR

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

*Com informações da Assessoria de Imprensa


O Comitê de Política Monetária se reúne nesta quarta-feira (29) para definir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em um cenário marcado pela alta da inflação e pelas incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio.


Atualmente em 14,75% ao ano, a taxa vinha de um período em que permaneceu no patamar de 15%, o mais alto em quase duas décadas. Apesar das pressões inflacionárias recentes, analistas de mercado apostam em uma segunda redução consecutiva, com expectativa de queda para 14,5% ao ano.


A decisão será anunciada pelo Banco Central do Brasil ao fim do dia. O colegiado, no entanto, terá ausências importantes, já que dois diretores encerraram seus mandatos no fim de 2025 e ainda não foram substituídos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, o diretor de Administração não participa da reunião por motivo de luto familiar.


A incerteza em relação ao rumo da política monetária aumentou após a última reunião, quando o Copom deixou em aberto os próximos passos sobre a trajetória dos juros. O cenário externo, especialmente a elevação do preço do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio, tem pressionado os custos de combustíveis e impactado a inflação.


A prévia do índice oficial, o IPCA-15, subiu 0,89% em abril, acumulando alta de 4,37% em 12 meses. Já a projeção do mercado para a inflação de 2026 está em 4,86%, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com margem de tolerância de até 4,5%.


A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a frear o consumo e reduzir a pressão sobre os preços, enquanto cortes na taxa estimulam o crédito, a produção e a atividade econômica.


O Copom se reúne a cada 45 dias para avaliar o cenário econômico e definir a política de juros, considerando tanto fatores internos quanto o ambiente internacional.


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