Conab estima safra recorde de 353,4 milhões de toneladas de grãos em 2025/26
- 2 de mar.
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Produção deve crescer 0,3% em relação ao ciclo anterior, mesmo com leve recuo na produtividade média das lavouras
Por JTR

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil deverá colher 353,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, resultado que representa crescimento de 0,3% em relação ao ciclo 2024/25 e mantém a perspectiva de novo recorde na série histórica da estatal. Os dados constam no 5º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado na quinta-feira (12).
A área plantada deve atingir 83,3 milhões de hectares, avanço de 1,9% — o equivalente a 1,5 milhão de hectares a mais que na temporada passada. Já a produtividade média nacional tende a recuar 1,5%, passando de 4.310 quilos por hectare para 4.244 quilos por hectare.
A soja segue como principal cultura do país, com produção estimada em 178 milhões de toneladas, aumento de 6,5 milhões de toneladas sobre o ciclo anterior e novo recorde para a oleaginosa. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras. A colheita já começou na maior parte dos estados e alcança 17,4% da área cultivada. Em Mato Grosso, principal produtor nacional, os trabalhos atingem 46,8% da área, com produtividades próximas às estimativas iniciais.
Para o milho, a produção total está projetada em 138,4 milhões de toneladas, recuo de 1,9% na comparação anual. A primeira safra apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, com produção prevista de 26,7 milhões de toneladas, alta de 7,1%. Já a segunda safra deve ocupar 17,9 milhões de hectares, com plantio iniciado e 21,6% da área semeada até a primeira semana de fevereiro. A expectativa é de colheita de 109,3 milhões de toneladas.
No caso do arroz, a área plantada deve alcançar 1,6 milhão de hectares, redução de 11,6%. A produção estimada é de 10,9 milhões de toneladas. No Rio Grande do Sul, maior produtor do grão, as lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, e os níveis dos mananciais foram recuperados após as últimas chuvas. Mesmo com queda na produção, a Conab avalia que o volume será suficiente para garantir o abastecimento interno.
A produção de feijão, somadas as três safras, deve se manter próxima de 3 milhões de toneladas. A primeira safra registra redução de 11,4% na área, totalizando 804,7 mil hectares, com produção estimada em 967,2 mil toneladas, 9% inferior à anterior. A retração é influenciada pelo desempenho da região Sul, especialmente no Paraná. Em contrapartida, Minas Gerais deve registrar aumento de 9,5% na produção da primeira safra, consolidando-se como principal produtor nesse ciclo.
Para o algodão, os produtores devem destinar cerca de 2 milhões de hectares ao cultivo, redução de 3,2%, com produção estimada em 3,8 milhões de toneladas de pluma. Até o início de fevereiro, 88,1% da área prevista já havia sido semeada.
No mercado, a produção recorde de milho em 2024/25 permitiu exportações de 41,5 milhões de toneladas, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O consumo interno também alcançou recorde, com 90,5 milhões de toneladas, impulsionado sobretudo pelo crescimento da produção de etanol de milho.
Para 2025/26, a Conab projeta novas altas, com exportações de 46,5 milhões de toneladas e consumo doméstico de 94,5 milhões. Mesmo com o aumento da demanda, os estoques de passagem devem permanecer em torno de 12 milhões de toneladas em janeiro de 2027.
Safra 2025/26
5º levantamento da Conab
353,4 milhões de toneladas de grãos (+0,3%) – Recorde
83,3 milhões de hectares plantados (+1,9%)
Soja
178 milhões de toneladas – Recorde
Milho
138,4 milhões de toneladas
46,5 milhões de toneladas projetadas para exportação
94,5 milhões de toneladas de consumo interno
Arroz
10,9 milhões de toneladas
Feijão (3 safras)
Cerca de 3 milhões de toneladas
Algodão
3,8 milhões de toneladas de pluma



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