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Coleção Batuque apresenta acervo de objetos afrorreligiosos levados do Rio Grande do Sul para a Alemanha

  • Foto do escritor: Lucas Duarte Maciel
    Lucas Duarte Maciel
  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Roda de conversa, promovida pela Smir e pesquisadores, discutirá importância do material

Por Secom

Foto: Lúcio Ferreira
Foto: Lúcio Ferreira

Parceria entre a Secretaria de Igualdade Racial (Smir) e um grupo de pesquisadores trará à comunidade pelotense a oportunidade de conhecer um importante acervo de objetos sagrados de religião de matriz africana e sua história.


A roda de conversa sobre a “Coleção Batuque: objetos sagrados aprisionados na Alemanha” será realizada no Comunidade Beneficente Tradicional de Terreiro Caboclo Rompe Mato Ilê Axé Xangô e Oxalá (CBTT), às 19h, no dia 22 de janeiro.


A Coleção Batuque registra a existência de um acervo com 67 peças apreendidas pela polícia no ano de 1880, após a invasão das autoridades a um ritual de culto aos orixás no Rio Grande do Sul. Todo esse material se encontra inventariado e armazenado na reserva técnica do Museu Etnológico de Berlim. Os itens chegaram até a Alemanha doados à instituição pelo comerciante alemão Wilhelm Pietzcker.


O projeto tem pesquisa e curadoria de equipe integrada por Lúcio Menezes Ferreira (professor e arqueólogo UFPel/UFRJ), Vinicius Pereira de Oliveira (Vinicius de Aganju; Professor do IFSUL), Jovani de Souza Scherer (Professor do Colégio Anchieta e doutorando em Hisória/UFRGS), Fernanda Oliveira (Professora do Departamento de História/UFRGS) e Nina Fola (Mulher de Axé, Socióloga e Multiartista).


A proposta do grupo de pesquisadores é trazer ao conhecimento da comunidade afrorreligiosa brasileira a existência deste acervo, permitindo que ela se aproprie de sua história e de seus significados. Durante o encontro, o público poderá conhecer os objetos catalogados, cujas imagens serão projetadas em um telão. Entre eles estão adornos (anéis de bronze e de couro, braceletes e colares de búzios), vestimentas cerimoniais (echarpes, coroas de búzios e filás), instrumentos musicais e ferramentas dos orixás. 


Os pesquisadores defendem o trabalho como uma forma de restituição simbólica do acervo ao povo de axé. Futuramente, também propõem a discussão sobre a repatriação dos objetos ao solo gaúcho, permitindo o acesso permanente da população aos bens da coleção. A roda de conversa já teve edições em Porto Alegre e Rio Grande.



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