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Chuvas persistentes afetam a safra do trigo no Rio Grande do Sul

  • há 8 horas
  • 2 min de leitura


As chuvas que atingem a safra de trigo do ​Rio Grande do Sul prejudicaram parte ​das lavouras do Estado, o principal produtor do Brasil nos últimos anos, mas a estimativa oficial da safra gaúcha não foi alterada, afirmou a Emater na última sexta-feira (21).


“As lavouras de trigo apresentam desenvolvimento regular no Rio Grande do Sul, parcialmente prejudicado pelo excesso de precipitações, ⁠pela persistência de nebulosidade ​e pela baixa disponibilidade de radiação solar”, afirmou o ​boletim semanal do órgão de assistência técnica vinculado ao governo gaúcho.


“Apesar ⁠das limitações meteorológicas, o potencial produtivo ⁠permanece, em geral, satisfatório”, declarou.


A produção do Rio ​Grande ‌do Sul foi estimada inicialmente em 2,2 milhões de toneladas, queda ⁠de 36,4% na comparação com a temporada anterior, com produtores reduzindo a área plantada, em parte por temerem os efeitos das chuvas associadas ‌ao fenômeno ⁠climático El ‌Niño no Sul do país.


Com uma produção menor também no Paraná, outro importante Estado produtor, as importações de trigo pelo Brasil devem ⁠atingir patamares próximos de recorde de ⁠mais de 7 milhões de toneladas em 2026/27 (agosto/setembro), segundo dados da estatal Conab.


A elevada ‌umidade no Rio Grande do Sul tem aumentado a pressão de doenças fúngicas, especialmente oídio, manchas foliares e ferrugens, que podem reduzir a qualidade e a produtividade. Além disso, eventuais chuvas na ‌colheita também são danosas.


“Nas áreas em floração, a elevada umidade do solo vem restringindo o trânsito de máquinas e reduzindo as ⁠janelas para a aplicação de fungicidas”, acrescentou.


Conforme o boletim semanal, as condições climáticas reduziram a taxa de crescimento e retardaram o desenvolvimento ​de parte das lavouras.


A maioria das lavouras está em desenvolvimento vegetativo, ​representando 82% da área. As parcelas implantadas precocemente avançam para a floração, com 14%, e para o enchimento de grãos, com 4%, segundo a Emater.


A safra brasileira de trigo avança com desenvolvimento considerado satisfatório nas principais regiões produtoras, mas o cenário para o ciclo é marcado por uma combinação de fatores que tende a reduzir a oferta doméstica.


A retração da área plantada, o menor investimento dos produtores na cultura, a perspectiva de maior dependência de importações e a possibilidade de um El Niño mais intenso compõem um quadro que mantém o mercado atento tanto ao volume quanto à qualidade da produção. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), 90,4% da área prevista já foi semeada.


Foto: Reprodução

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