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Brasil aprova medicamento que retarda a progressão do Alzheimer em estágios iniciais

  • deborasaraivajv
  • 1 de fev.
  • 1 min de leitura

Especialistas reforçam, no entanto, que o medicamento não representa uma cura para o Alzheimer



O Brasil aprovou recentemente o primeiro medicamento capaz de retardar a progressão da doença de Alzheimer, representando um avanço significativo no tratamento da enfermidade, que afeta milhões de pessoas no mundo.


O remédio, chamado Kisunla, tem como princípio ativo o donanemabe, um anticorpo monoclonal que atua diretamente na redução das placas de beta-amiloide no cérebro — substância associada ao processo de degeneração cognitiva característico do Alzheimer.


Diferentemente dos tratamentos tradicionais, que atuam apenas no alívio dos sintomas, o Kisunla age sobre os mecanismos biológicos da doença, sendo indicado para pacientes em estágios iniciais, quando ainda há comprometimento leve da memória e das funções cognitivas. O objetivo é desacelerar a progressão da doença, prolongando a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes.


Especialistas reforçam, no entanto, que o medicamento não representa uma cura para o Alzheimer. O tratamento oferece uma nova alternativa terapêutica, mas deve ser administrado sob rigoroso acompanhamento médico, considerando critérios clínicos específicos e possíveis efeitos adversos.


A aprovação abre caminho para uma nova abordagem no enfrentamento da doença no país, trazendo esperança para pacientes e familiares, especialmente diante do envelhecimento da população brasileira e do aumento dos casos de demência.


Fonte:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – aprovação do medicamento

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