BR 116 industriais da zona sul reagem à paralisação das obras
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CIPEL escolhe Daniel Trzeciak para levar ao Congresso Nacional a cobrança pela retomada imediata da duplicação

A paralisação praticamente total das obras de duplicação da BR-116 entre Guaíba e Pelotas, justamente no mês em que o empreendimento completa 14 anos de execução, provocou uma forte reação do setor produtivo da Zona Sul do Rio Grande do Sul. A demora, considerada inaceitável pelas lideranças empresariais, levou o Centro das Indústrias de Pelotas (CIPEL) a iniciar uma mobilização política para pressionar o Governo Federal pela retomada imediata dos investimentos.
Durante reunião realizada nesta semana com o deputado federal Daniel Trzeciak (PSDB), o presidente do CIPEL, Vittorio Ardizzone, entregou ao parlamentar a missão de atuar como porta-voz da indústria gaúcha em Brasília, articulando a bancada federal, o Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para impedir que a obra continue sofrendo novos atrasos. A situação tornou-se ainda preocupante após a confirmação de que, desde julho, as frentes de trabalho praticamente foram interrompidas por falta de recursos. Atualmente, apenas serviços mínimos estão sendo executados para evitar a paralisação formal dos contratos.
Considerada uma das mais importantes obras rodoviárias do Rio Grande do Sul, a duplicação da BR-116 compreende 211 quilômetros entre Guaíba e Pelotas. Até o momento, cerca de 180 quilômetros já foram duplicados e estão liberados ao tráfego, mas ainda restam aproximadamente 31 quilômetros distribuídos em diversos segmentos considerados tecnicamente mais complexos. Inicialmente prevista para ser concluída em 2014, a obra sofreu sucessivos adiamentos em razão de problemas contratuais, troca de empreiteiras, dificuldades orçamentárias e interrupções provocadas pela falta de recursos federais. Agora, segundo o cronograma mais recente, a conclusão somente deverá ocorrer em 2028, desde que haja recomposição imediata do orçamento.
Desenvolvimento Regional - Para o presidente do CIPEL, a lentidão da duplicação ultrapassa a questão da infraestrutura e tornou-se um entrave ao desenvolvimento econômico da metade sul do Estado. Segundo Ardizzone, uma região que concentra produção industrial, agropecuária, logística, comércio exterior e abriga o Porto de Rio Grande não pode continuar convivendo com uma obra que atravessa mais de uma década sem conclusão. A avaliação da entidade é de que a demora reduz a competitividade regional, eleva o custo do transporte de cargas, dificulta novos investimentos e mantém elevados os riscos de acidentes em trechos ainda de pista simples. Além disso, empresários lembram que praticamente todas as cadeias produtivas da Zona Sul dependem da BR-116 para acessar Porto Alegre, os mercados consumidores e os portos do Estado.
Mobilização - Durante o encontro com Daniel Trzeciak, o presidente do CIPEL solicitou que o deputado lidere uma ampla articulação política para recolocar a duplicação da BR-116 entre as prioridades da União. A expectativa é mobilizar toda a bancada gaúcha no Congresso Nacional, além de buscar audiências junto ao Ministério dos Transportes e ao DNIT, cobrando a liberação dos recursos necessários para a retomada integral das obras.
Assessoria de imprensa Azonasul



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