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Balneabilidade: Rio Grande do Sul conta com oito pontos impróprios para banho

  • 26 de jan.
  • 2 min de leitura

O sétimo boletim do Programa Balneabilidade aponta que oito dos 96 pontos monitorados em praias e balneários do Rio Grande do Sul estão impróprios para banho. Os resultados são referentes às coletas realizadas nos dias 19 e 20 de janeiro de 2026. Além dos seis locais considerados impróprios pelo Boletim 6, somam-se à lista o Balneário Passo do Verde, em Santa Maria, e a Praia do Pinvest, em Tapes.


O ponto de coleta da Lagoa Peixoto, em Osório, apresentou alto índice de cianobactérias (218.471 células/ml — o limite é 50.000), o que indica condições de eutrofização (excesso de nutrientes). Além do local estar impróprio ao banho, os gêneros predominantes de microrganismos (Aphanizomenon sp.; Microcystis sp.; Aphanocapsa sp.) são potenciais produtores de toxinas, e a exposição a essa água pode levar a intoxicações agudas ou crônicas.


Este ano, passaram a receber coleta e análise a Lagoa Rondinha, no município de Balneário Pinhal; o Parque Náutico, em Capão da Canoa; e o Balneário Klérfim Cardoso, na cidade de Piratini. O Balneabilidade, que determina se um local está próprio ou impróprio para banho, é executado pela Fepam, com o apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep).


Locais impróprios para banho 

Cerrito — Balneário Cerrito – Rio Piratini; Cristal — Balneário do Rio Camaquã;* Osório — Lagoa do Peixoto;* Pedro Osório — Balneário Pedro Osório – Rio Piratini;* Pelotas — Valverde – Trapiche;* Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso – Rio Piratini;* Santa Maria — Balneário Passo do Verde – Rio Vacacaí;* Tapes — Praia do Pinvest.

O programa monitora 96 pontos de praias e balneários de 45 municípios do Rio Grande do Sul. A divulgação dos resultados acontece sempre às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam, nas placas fixadas em praias e balneários nos locais de divulgação e no webaplicativo do Balneabilidade. Os boletins serão divulgados até 27 de fevereiro. O projeto é realizado anualmente pela Fepam desde 1979, integrando a Operação Verão Total, desenvolvida pelo governo do Estado do RS.


Classificação das águas

Para a classificação das águas como próprias ou impróprias para banho, utilizam-se parâmetros de Escherichia coli (E.coli), observando os critérios definidos pelas resoluções Conama nº 274/2000 e nº 357/2005. Nos balneários de Pelotas; Tapes; na Lagoa do Peixoto, em Osório; na Praia da Barrinha, em São Lourenço do Sul; na Praia da Picada, em Barra do Ribeiro; e em Arambaré também são consideradas as cianobactérias.


O resultado de cada boletim está condicionado a cinco semanas anteriores de monitoramento. Se, ao longo desse período, duas ou mais amostras do conjunto apresentarem resultado superior a 800 para E.coli ou, ainda, se a amostra mais recente das cinco avaliadas apresentar resultado maior que 2.000 para E.coli, o ponto será classificado como impróprio. O mesmo ocorre se a contagem de cianobactérias extrapolar 50.000 células.


Com Informações Jornal O Sul

Foto: Divulgação/Arquivo

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