Balanço da 32ª Fenadoce destaca desafios e prepara edição de 2027
Ao longo dos 19 dias de programação, a Fenadoce recebeu 201,3 mil visitantes
Por JTR

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Pelotas apresentou, na noite de quarta-feira (16), o balanço da 32ª Feira Nacional do Doce (Fenadoce). O coquetel, realizado na sede da Osirnet, reuniu integrantes da entidade, patrocinadores e representantes da imprensa. Apesar da redução nos principais indicadores em relação à edição anterior, a organização avaliou a realização do evento como uma superação diante das adversidades, especialmente das condições climáticas.
Ao longo dos 19 dias de programação, a Fenadoce recebeu 201,3 mil visitantes, comercializou 900 mil doces e recebeu 668 excursões. Para o conselheiro-gestor da CDL, Daniel Centeno, as condições climáticas tiveram impacto direto nos resultados. Ainda assim, ele destacou a mobilização necessária para manter a feira em funcionamento durante os 19 dias. “Para nós, ficou a mensagem de união, de força para manter a feira aberta por 19 dias, de coragem de fazer com que ela funcionasse durante todo esse período, mesmo com tantas adversidades. É isso que ficou: orgulho e sensação de missão cumprida”, declarou.
Entre os destaques da 32ª edição esteve o espetáculo infantil Doces Aventuras de Pelotas: Uma Jornada Mágica, inspirado no livro de mesmo nome. A atração foi apresentada diariamente, às 15h e às 19h30, no palco da Praça de Alimentação, acompanhada da distribuição gratuita de exemplares. Ao todo, foram entregues 31 mil livros.
A programação também contou com 465 apresentações da Fenadoce Cultural, além de atividades do Festival de Gastronomia do Senac e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A Praça de Alimentação recebeu ainda shows de Joca Martins, Luiz Marenco e Cristiano Quevedo.
Outro momento tradicional foi o desfile de escolha da Corte de Baronesas. A atividade definiu as representantes da 33ª edição do evento: Aline Mesqui, Camila Kolosque e Raissa Bronde.
Impacto na mídia
Durante o balanço, a CDL apresentou ainda números relacionados à divulgação da feira. Foram mais de R$ 6,5 milhões em mídia nacional e internacional, além de mais de 800 publicações na imprensa. Ao todo, 62 veículos de comunicação participaram da cobertura, com cerca de 470 profissionais cadastrados.
As transmissões alcançaram mais de 10 milhões de telespectadores na televisão e mais de 6 milhões de ouvintes no rádio. No ambiente digital, o site oficial da Fenadoce registrou mais de 5 milhões de acessos, enquanto o Instagram do evento ganhou mais de 15 mil seguidores, com 11,6 milhões de visualizações e 7,2 milhões de impressões.
O Espaço Creator, realizado em parceria com a Orbe, reuniu 67 creators e resultou em 120 reels publicados, que somaram mais de 4,6 milhões de visualizações. Um dos conteúdos de maior alcance foi produzido pela influenciadora @djdeisy, ultrapassando 1 milhão de visualizações.
Próxima edição
Para 2027, a organização espera recuperar parte dos indicadores e ampliar os resultados. Um dos diferenciais será o retorno da feira ao período que tradicionalmente incluía o feriado de Corpus Christi, atendendo a pedidos de expositores. “Tradicionalmente, esse era um dia de muita venda e aumento de excursões”, afirma Centeno.
Após quatro anos como porta-voz da Fenadoce, Centeno também se despediu da função durante o evento. Na próxima edição, um novo conselheiro-gestor deverá assumir o papel. “Já estamos com essa pessoa preparada. Somos um grupo muito unido. Trabalhamos o ano inteiro para que a feira aconteça, e o porta-voz tem a tarefa de falar em nome do grupo”, explica ele. “Foi uma grande escola trabalhar na Fenadoce. Fiz ótimos aprendizados, conheci muita gente e saio dela com o sentimento de dever cumprido”, adiciona.
A 33ª Fenadoce já está em planejamento, mas os detalhes ainda não foram divulgados. Segundo Centeno, a proposta será dar continuidade à identidade construída nos últimos anos, mantendo o foco nas famílias e no público infantil, aliado à tradição local. “Essa é a história da Fenadoce. É onde trazemos a cultura, a tradição doceira, a culinária e nosso jeito de receber as pessoas. É isso que fazemos todos os anos, sempre buscando inovação – que é o grande desafio”, conclui.



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